Compartilhar é tudo.

FÓRUM CORSÁRIO

 Entre os novos endereços de compartilhamento inclusos nos meus links (http://www.olhoslivres.com/links.htm), um em especial se destaca, o
REBELDE MULE
http://www.nodo50.org/rebeldemule/foro/
 Além de filmes raríssimos o forum disponibiliza pedagogía libertária, e-books, comics, fanzines e muita contrainformação.
 Entre os filmes disponibilizados para compartilhamento, destaque para:
 "Antonio Gramsci, I giorni del carcere" (Lino del Fra - 1977), premiado em Locarno.
 "Historia de Ulrike Meinhof" (1994), documentário de Timon Koulmasis, amigo de infância da filha de Ulrike Meinhof. O filme foi rejeitado por todas as instituições oficiais de cinema da Alemanha.
 "Baader-Meinhof: In Love with Terror", documentário de  Ben Lewis.
 "Kill Your Idols" (Scott Crary - 2004)
 "Cancer" (Glauber Rocha - 1972) - Para localizar o e-link é preciso entrar na filmografia de Glauber. O acesso é propositalmente complicado.
 "Un Hombre llamado Flor de Otoño" (Pedro Olea - 1978), sobre um notório anarquista gay espanhol.
 "Grands soirs et petits matins (El Espiritu de mayo del 68), de William Klein (o melhor documento filmado sobre os eventos de Maio).

 No tópico relativo a filmes existe um subfórum dedicado exclusivamente ao cinema soviético com links para edk2 de preciosidades como:
Réquiem para Lenin (Dziga Vertov, 1934)
Arsenal (Aleksandr Dovzhenko, 1928)
O Desertor (Vsevolod Pudovkin - 1933)
A infãncia de Iván (Andrei Tarkovsky 1962
El arrepentimiento (Abuladze Tengiz - 1984)
La comisaria (Aleksandr Askoldov - 1967), que foi vítima da censura de Breznev.
Sayat Nova (Sergei Paradjanov - 1968)

 No REBELDEMULE podem ser encontradas também as famosas "Historietas de Rius"; entre elas, "Manifesto Comunista Ilustrado", "La Trukulenta Historia del Kapitalismo". e "Lenin para Principiantes".
 Não esqueça de baixar o genial Grant Morrison e seu clássico "Mate seu Noivo".



Escrito por Carlos Reichenbach às 01h19
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   MANIFESTO

GOVERNO AMEAÇA SESC

 A proposta é criar um fundo para formação profissional. Danilo Miranda, diretor regional do SESC-SP alerta: “tornar a Educação meramente técnica, burocrática e pragmática, dissociando-a do universo simbólico, subjetivo, crítico e criativo, cerne da Ação Cultural, é um evidente retrocesso, fruto de visão flagrantemente obscurantista”

 Acompanhe o debate em:
http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=6

A HORA É ESSA!

 A discussão sobre o projeto de lei para expansão do Ensino Técnico, proposta pelo Governo Federal, está cada vez mais polêmica.

 A carta-aberta do diretor regional do SESC, em São Paulo, Danilo Miranda, está, a cada minuto que passa, com mais assinaturas.

 Quem puder/quiser se manifestar nos BLOGS que abriram a discussão, é uma excelente oportunidade de levar adiante a questão do desvio dos 33% dos recursos do SESC para custear o projeto Federal, em prejuízo da reconhecida ação cultural e educacional da Instituição.


e quem não assinou o abaixo-assinado, ainda é tempo
http://www.petitiononline.com/gg1jg2fh/petition.html

e quem quer mais informação antes de opinar,
http://www.sescsp.org.br/sesc/intervencaoSESC/index.html



Escrito por Carlos Reichenbach às 19h21
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   Informes dos Amigos.

VALENTE NO RIO FAN

 IL BUOSCO FUORI ("Last House on the Woods"), de Gabriele Albanesi.

1.
 No primeiro dia, uma boa sessão de curtas apresentou pelo menos uma obra-prima (o francês L'Immature, dirigido por Adrian Smith), e dois filmes bem interessantes (o americano Na Parede/In the Wall e o espanhol Avant Petallos Grilados). Depois, a competição de longas abriu com o também espanhol Cronocrimenes - que, como a maior parte do que se faz em cinema fantástico na Espanha ou Japão hoje, já foi comprado pra refilmagem nos EUA. Com certeza, aliás, os americanos vão tirar o melhor do filme (o humor um tanto incômodo e um certo sentido de vida comum) e ficar só com o que há de mais "funcional" e limitador - leia-se o jogo de quebra-cabeças do roteiro.

2.
 No segundo dia, a competição apresentou dois filmes na vertente do horror gore que pode ser lido a partir de tintas sócio-políticas. O primeiro, o italiano IL BUOSCO FUORI, de Gabriele Albanesi me impressionou acima de tudo pela aposta na escuridão quase total da fotografia, mas tambem pela maneira como lidou com a idéia da protagonista positiva, um joguete total na mão de uma série distinta de maníacos. Os mais radicais fãs do cinema extremo fizeram pouco do filme dizendo que ele era chupado de vários clássicos, mas como eu me preocupo menos com originalidade do que com capacidade de realização, gostei bastante. O segundo era um filme paquistanês (!!), ZIBAH KANA, que leva a melhor quando é irônico do que quando é sério. neste sim, até pela falta de "tradição" mesmo no local, sente-se mais a falta de um quê pessoal e particular. Mas, está longe de ser desinteressante.
 Finalmente, a sessão de meia-noite trouxe um filme na tradição da comédia satírica de tintas gore-políticas (o americano BLOOD CAR), que tem sua parcela de boas piadas e cenas de sangreira adequadamente "do mau" (o protagonista matando animais domésticos com uma espingarda de chumbinho talvez seja a melhor), mas que precisa se esforçar bastante para manter sua idéia no ar pelos quase 80 minutos de duração.

3.

 Problemas técnicos ontem no projetor digital, fizeram com que, numa vingança do analógico, os organizadores do festival tivessem que mudar a programação para exibir um filme com cópia em película. Com isso, a competição exibiu, ao invés do programado filme canadense, o chileno MIRAGEMAN, que foi uma deliciosa surpresa. Trata-se de um filme de super-herói sem super-poderes, um super-herói de terceiro mundo (que faz seu próprio uniforme), que consegue dosar comédia, comentário social (as intervenções do aparalho midiático são especialmente boas) e ótimas cenas de lutas, com coreografias fortes e trabalho de câmera/montagem idem. Se algumas poucas coisas derrapam (como a relação do herói com o irmão menor), o filme surpreende de vez com um final bastante sombrio em que a brincadeira se torna sangrenta e obsessiva.

4.

 Voltando ao boletim, já que no domingo o filme de horror passou aqui na TV da minha casa (Flamengo 3x1 Botafogo) e fiquei com medo de encontrar os zumbis sedentos vagando pelas ruas depois...
 O mórbido programador Fernando Veríssimo me fez desmarcar compromisso previamente assumido para a noite desta segunda sob a imposição de que END OF THE LINE era filme pra ver no cinema. Sabiamente, obedeci, e o cara tava mais que certo. O filme é escrito, produzido, dirigido e montado pelo mesmo cara que assina sob o nome Maurice Deveraux Productions. Mas, com isso tudo, está longe de ser um filme pequeno, seja em ambição, em aparência ou principalmente em concretização. É o filme de horror que vem mostrar com todas as letras quão medíocre e sem sangue (em todos os sentidos) a produção hollywoodiana recente é. Domínio absoluto de ritmo, mise-en-scene, trabalho de atores, e acima de tudo aquele equilíbrio delicado (que aliás vários filmes da competição têm conseguido acertar) entre saber rir de si mesmo sem jamais fazer com isso que o filme diminua na ressonância de temas e terror no espectador. Filmaço.

5.

 Hoje a competição internacional apresentou o primeiro filme que eu realmente não curti, numa seleção que tem se revelado muito forte. Trata-se do chileno LA VIDA ME MATA, que deixou de lado o peso da maioria dos filmes anteriores para propor um olhar agri-cômico sobre personagens tentando lidar com a morte. Não que o filme não tenha sua dose de boas idéias, mas entre uma excessiva esperteza indie (da qual a foto PB é só um dos sinais) e os atores bem pouco carismáticos, o filme me deixou totalmente distante e frio. O que não se pode dizer, claro, de O FIM DA PICADA, do Christian Saghaard, que teve sua estréia mundial hoje. Sobre o filme, o Carlão já falou abaixo, mas deve ser dito que é uma experiência absolutamente única no cinema brasileiro atual - e só isso já é uma tremenda qualidade.

por EDUARDO VALENTE
- editor do site CINÉTICA
http://www.revistacinetica.com.br


ADEUS A TUIO BECKER
 
Caros amigos,
faleceu ontem, depois de longa enfermidade, o crítico de cinema gaúcho Tuio Becker, um dos maiores profissionais da área aqui no Rio Grande do Sul. Um grande cara que foi embora cedo demais.

- por Marcus Mello (editor da revista TEOREMA)

 Vale lembrar que, além de um crítico de cinema sensível e atento às inovações de linguagem, Tuio Becker foi um dos melhores diretores de fotografia gaúchos. Ele dominava à perfeição as nuances do preto e branco e do 16 milímetros, como pode ser comprovado no "fassbinderiano" curta metragem A DIVINA PELOTENSE (1984), de Sergio Silva .
 Em 1990, Tuio assinou - em parceria com Sergio Silva - o longa metragem "Heimweh/Nostalgia", sobre a colonização alemã no Rio Grande do Sul.

"De sã consciência ninguém planeja criar uma obra-prima. Mas a ambição de cada cineasta é de que seu filme permaneça, dure além de sua vida, do seu tempo." - TUIO BECKER



Escrito por Carlos Reichenbach às 23h04
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   Rio Fantástico & Flagrantes do Gozo

O COMODORO RECOMENDA - RIOFAN

 OTTO, de Bruce la Bruce.

 Começou no Rio de Janeiro, o I RIOFAN (30 de abril a 11 de maio), festival internacional dedicado ao cinema fantástico e de horror. Para conhecer o programa completo acesse:
http://www.riofan.com.br/index.html
 Se eu fosse você, não perderia - sob nenhuma hipótese - as exibições de:

SESSÃO COMPETITIVA
ESTAÇÃO FINAL (End of the Line), longa canadense de Maurice Devereaux. Estação Botafogo 1: Segunda, 5/5, 21h.
OTTO (Otto or Up with Dead People), o "gore gay" de Bruce La Bruce. Estação Botafogo 1: Domingo, 4/5, 19h.

SESSÃO PANORAMA
NYMPHA
(Nympha), produção italiana de Ivan Zuccon, com uma das atmosferas mais sombrias e blasfemas do cinema contemporâneo. Caixa Cultural 2: Quarta, 30/4, 14h.
Veja o trailer em:
http://www.ivanzuccon.com/nympha_downloads.html

SESSÃO VISÕES
O FIM DA PICADA (We are the Worst), filme brasileiro de Christian Saghaard. A experiência mais transgressiva do cinema nacional recente. Mojica, Bressane, Candeias, Sganzerla e Miguel Borges revisitados à luz da pólvora e da vela preta. Recomenda-se um banho de sal grosso antes de sair de casa e entrar no cinema! Estação Botafogo 1: Terça, 6/5, 19h e Caixa Cultural 1: Sexta, 9/5, 19h30.


EDUARDO VALENTE MANDOU AVISAR

 A abertura do RioFan com o "Diário dos Mortos", do Romero, encontrou um Odeon quase lotado - e o que é melhor, ao contrário das aberturas de festivais tradicionais, cheias de pretensas starlets e roupas chiques, com um público vibrante, jovem e, na maioria, vestido de preto (claro!), que aplaudiu em cena aberta em pelo menos 4 ocasiões.


A EXPRESSÃO DO PRAZER - LINDA AGONIA

  O êxtase presumido da vestal Neide Ribeiro, em A ILHA DOS PRAZERES PROIBIDOS (1979).

 Antes que venham me cobrar a caradura, aviso que fiquei estarrecido ao ver o meu nome na capa da revista ELE ELA, de maio.
 Eu juro que não fui fotografado pelado e nem mostrando as pendências nas páginas centrais.
 Sei lá porque cargas d´água me alçaram à condição de expert em sexualidade proletária e a entrevista do mês centrou seu eixo sobre o assunto e o filme FALSA LOURA.
 Não há nada na entrevista que eu já não tenha escrito neste blog; incluindo meu repúdio aos filmes eróticos que se abastecem de silicone e próteses. Afirmei, mais uma vez, que o que dignifica o corpo humano são suas imperfeições.
 No âmbito da digressão, nunca me esqueci da enorme polêmica surgida à época do lançamento de O REI DOS REIS, de Nicholas Ray. Como meu pai editava a revista O MÉDICO MODERNO, eu a recebia gratuitamente, em 1960, no Ginásio Koelle, em Rio Claro, onde estudei por um ano. O médico redator escreveu quatro páginas a respeiito do maior defeito do filme: os sovacos depilados de Jeffrey Hunter. A análise, seríssima por sinal, destacava o fato de que, à época de Cristo, todos os homens possuiam pelos abundantes debaixo dos braços, independentemente de raça e cor. Esse texto nunca me saiu da cabeça, e quem for ler a entrevista vai entender porque toquei no assunto.
RESUMO DA ÓPERA
 O que realmente me chamou atenção na revista foi o destaque que ela deu a um dos sites eróticos (claro!) mais interessantes disponíveis na Web. Trata-se de BEAUTIFUL AGONY, um endereço australiano, que convida seus leitores a filmarem ou fotografarem a si mesmos, no momento do êxtase. O que diferencia o site de outros similares é sua elegância e a quase militância pelo indistinto direito ao prazer.

 Torçam o nariz os moralistas: BEAUTIFUL AGONY teria levado William Reich ao orgasmo!
http://beautifulagony.com/public/main.php



Escrito por Carlos Reichenbach às 12h53
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   Sessão do Comodoro - Maio

MACARTISMO NA SESSÃO DO COMODORO

 Quarta-feira, dia 07 de maio, a Sessão do Comodoro vai exibir dois filmes que refletiram o efeito do Macartismo na produção americana.
 O curta metragem OS DEZ DE HOLLYWOOD, é um filme libelo realizado por John Berry. O longa metragem OS FILHOS DE HITLER, foi dirigido por um dos "10 de Hollywood", Edward Dmytryk. O triste contrasenso é que Dmytryk (que integrou o Partido Comunista em 1944 e realizou filmes militantes e anti-fascistas como OS FILHOS DE HITLER e CROSSFIRE) acabou, posteriormente, denunciando Jules Dassin (recém falecido) como militante comunista, ocasionando seu exílio voluntário na Europa.
 A sessão começa às 21.30, no CineSesc, e as senhas gratuitas estarão disponíveis a partir das 21.00 horas na bilheteria do cinema.
 O curta OS DEZ DE HOLLYWOOD tem legendas em português.
 OS FILHOS DE HITLER é legendado em espanhol.

OS DEZ DE HOLLYWOOD
The Hollywood Ten (EUA - 1950)
Legendas em português
Diretor: John Berry
Duração: 15 minutos
INFORMAÇÕES (Fórum MAKING-OF)
 Grupo de profissionais da indústria cinematográfica que, em 1947, recusaram testemunhar perante o Comité de Investigação de Atividades Anti-Americanas, alegando proteção da Constituição Norte-Americana. Estes profissionais eram suspeitos de atividades comunistas e por causa da sua recusa foram acusados de desrespeito e presos. Após a sua libertação os seus nomes passaram a constar da lista negra e foram impedidos de trabalhar na indústria cinematográfica, embora alguns tenham trabalhado sob o disfarce de pseudônimos. Os Dez de Hollywood eram: os realizadores Herbert Biberman e Edward Dmytryk, o produtor Adrian Scott e os argumentistas Lester Cole, Albert Maltz, Samuel Ornitz, Dalton Trumbo, Ring Lardner Jr., John Howard Lawson e Alvah Bessie.
NOTA
 Dirigido por John Berry (que entrou na "lista negra" por ter feito este filme), este documentário didático mostra uma pequena biografia de cada um dos dez acusados e permite ao grupo explicar a razão de se recusarem a responder as perguntas da comissão macartista.

OS FILHOS DE HITLER
Hitler's Children (EUA - 1943)
Legendas em espanhol
Diretor: Edward Dmytryk e Irving Reis (não acreditado)
Roteiro: Emmet Lavery, baseado em livro de Gregor Ziemer ("Education for Death")
Produtor: Edward A. Golden
Música Original: Roy Webb   
Fotografia: Russell Metty   
Montagem: Joseph Noriega
Elenco: Tim Holt, Bonita Granville, Kent Smith, Otto Kruger e Peter van Eyck.
SINOPSE
 O professor Nichols (Kent Smith), da American Colony School,em Berlim, é vizinho de uma escola da juventude hitlerista. Ele testemunha a crescente histeria que assola a Alemanha, espelhada nas atitudes do Dr. Schmidt (Erford Gage), que encoraja seus alunos a dedicarem a vida a Adolf Hitler e se atracarem com os americanos. O professor testemunha também o dilema do estudante nazista Karl (Tim Holt), que foi - no passado - atraído por Anna (Bonita Granville), uma americana de origem germânica. Karl se torna oficial da Gestapo e é instado a afastar Anna, que perdeu a cidadania alemã, da American Colony School.

SOBRE EDWARD DMYTRYK
 Para conhecer a biografia do diretor e as razões da delação (se for possível entender o ato!) vale a pena ler o seguinte texto:
http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/USAdmytryk.htm

ANÁLISE (em francês)
 "Au moment de réaliser Hitler’s Children, Edward Dmytryk a déjà quinze films derrière lui, plus exactement quinze séries B, et une longue expérience au sein des studios. Entré à la Paramount en 1923 à l’âge de quinze ans comme coursier tout en poursuivant des études qu’il réussit brillamment, il découvre un peu tous les métiers du cinéma comme beaucoup de ses collègues avant de devenir chef monteur en 1930 (il travailla notamment avec Leo McCarey sur L’Extravagant Mr. Ruggles et Elle et lui). Né au Canada de parents émigrés ukrainiens, Dmytryk connut une enfance difficile : orphelin de mère à six ans et victime d’un père violent, il devint indépendant très jeune grâce à l’industrie du spectacle. Doué pour les tournages rapides et particulièrement intéressé par les sujets sociaux, il acquiert progressivement une notoriété certaine. Après une série de films de propagande servant l’effort de guerre, il se fait justement remarquer avec un film qui fait date dans l’histoire du Film noir : Murder My Sweet en 1944, adaptation du roman Adieu ma jolie de Raymond Chandler. En 1947, il frappe les esprits une nouvelle fois avec Crossfire, un drame militaire qui dénonce l’antisémitisme (le roman original dont il est adapté traitait de l’homosexualité). Ses idées progressistes l’amènent à rejoindre le Parti Communiste américain en 1946 où il retrouve son scénariste Adrian Scott avec lequel il collabore sur cinq films (dont les deux œuvres majeures citées ci-dessus). Dmytryk n’adhère qu’une seule année au parti mais ce seul événement suffit à bouleverser son existence....."
DVD CLASSIK
http://www.dvdclassik.com/Critiques/enfants-d-hitler-face-au-soleil-levant-dvd.htm

LEIA MAIS SOBRE MACARTISMO:
 "Segundo o Dicionário Aurélio, MACARTISMO é atitude política radicalmente infensa ao comunismo, que se desenvolveu nos Estados Unidos, com a campanha desencadeada pelo Senador Joseph Raymond McCarthy, quando presidente do Senate’s Government Operations Committee e; qualquer atitude anticomunista radical. Cabe lembrar, primeiramente, que o Macartismo foi um fenômeno do contexto da Guerra Fria, especificamente nos Estados Unidos; sendo assim, a generalização deste termo a qualquer perseguição anticomunista torna-se anacrônica e equivocada."
http://www.historia.uff.br/nec/Trabalho%20sobre%20Macarthismo%20(UFF).htm



Escrito por Carlos Reichenbach às 18h45
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   As Vampiras Viraram.

VIRADA DAS VAMPIRAS - OS NÚMEROS

- conforme relato de Leopoldo Tauffenbach -

 Isto ainda não é o resultado final, mas aproximado do público na Virada das Vampiras. Falta cruzar estes números com a bilheteria pra ver se é isso mesmo. Mas não vai mudar tanto assim, imagino...

 Mas pra resumir, foi um sucesso. Todas as sessões cheias e o público se divertindo muito. Teve sessão que ficou gente pra fora até! Até mesmo as sessões "mortas" das 6h às 10h estavam cheias! Enfim, aqui estão os números:

Lotação da sala: 140 lugares + 20 lugares extras = 160 lugares

18h - Vampiras - 107 pessoas

20h - A Prometida de Drácula - 135 pessoas

22h - O Inferno de Drácula - 170 pessoas

00h - Sangue de Virgens - 137 pessoas

02h - A Boneca Vampira - 104 pessoas

04h - A Vampira Nua - 158 pessoas

06h - Alucarda - 128 pessoas

08h - O Êxtase do Vampiro - 110

10h - Santo contra as Mulheres Vampiro - 150

12h - A Loucura dos Vampiros - 132

14h - A Orgia Noturna dos Vampiros - 148 pessoas

16h - Lábios de Sangue - 131

 O que me deixou mais empolgado foi ver que havia um público para isso no meio de tantas opções da Virada.

 Ah! Houve sim, uma pessoa que assistiu TODOS os filmes!!! Sim, Carlão! Foi um senhor (frequentador das sessões do Comodoro) que passou as 24h no cinema! No final, eu não aguentei e pedi uma salva de palmas do público para ele. Esse cara é um herói...



Escrito por Carlos Reichenbach às 12h30
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   VIRADA DAS VAMPIRAS - PROGRAMAÇÃO COMPLETA

AS VAMPIRAS VÃO ATACAR NA VIRADA CULTURAL

OS FILMES DA "VIRADA DAS VAMPIRAS"

 Mostra com 12 filmes de vampiras, legendados em português, e organizada por Carlos Reichenbach e Leopoldo Tauffenbach.
 
Dia 26 de abril (sábado)
18h - VAMPIRAS (Vampyres) de José Ramón Larraz - Inglaterra/Espanha, 1974
20h - A PROMETIDA DE DRÁCULA (La Fiancée de Dracula) de Jean Rollin - França, 2002
22h - O INFERNO DE DRÁCULA (Evil of Drácula) de Michio Yamamoto - Japão, 1974
Dia 27 de abril (domingo)
00h - SANGUE DE VIRGENS (Sangre de Virgines) de Emilio Vieyra - Argentina, 1967
02h - A BONECA VAMPIRA (Vampyre Doll) de Michio Yamamoto - Japão, 1970
04h - A VAMPIRA NUA (La Vampire Nue) de Jean Rollin - França, 1970
06h - ALUCARDA (Alucarda) de Juan Lopez Monctezuma - México, 1978
08h - O ÊXTASE DO VAMPIRO (Vampiros´s Extasis) de Joseph Sarno - Alemanha, 1973
10h - SANTO CONTRA AS MULHERES VAMPIRAS (Santo Contra las Mujeres Vampiro) de Alfonso Corona Blake - México, 1962
12h - A LOUCURA DOS VAMPIROS (Lê Frisson dês Vampires) de Jean Rollin - França, 1971
14h - A ORGIA NOTURNA DOS VAMPIROS (La Orgia Nocturna de los Vampiros) de Leon Klimovsky - Espanha, 1973
16h - LÁBIOS DE SANGUE (Lévres de Sang) de Jean Rollin - França, 1975
 
O quê: Virada das Vampiras, na Virada Cultural
Quando: A partir das 18h do dia 26 de abril até as 16h do dia 27
Onde: Sala Olido - Av. São João, 473 - Centro
Quanto: GRÁTIS

TOQUE
 Não percam: o ultra erótico "VAMPIRAS", de Larraz, o hilário SANTO CONTRA AS MULHERES VAMPIRAS, de Corona Blake, e "LÁBIOS DE SANGUE", o filme mais poético e pessoal de Jean Rollin (o preferido do diretor).



Escrito por Carlos Reichenbach às 12h12
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   Agenda Musical.

NELSON AYRES MANDOU AVISAR

28 de abril - um convite especial
JAM NO CROWNE
NELSON AYRES TRIO E PROVETA
 
Desde novembro do ano passado, o Teatro Crowne Plaza está reeditando suas famosas jam sessions que marcaram época nos anos 90. 
Cada última segunda feira do mes é uma oportunidade para os músicos se encontrarem, se conhecerem, e tocarem juntos num ambiente absolutamente informal. E também uma oportunidade para o público tomar contato com a música realmente improvisada, criada na inspiração do momento.
Nesta edição, a partir de 21:30 o Nelson Ayres Trio se apresenta num show super informal, tendo como convidado o fenomenal saxofonista e clarinetista  Nailor Azevedo, mais conhecido como "Proveta", o queridíssimo líder da fenomenal Banda Mantiqueira. Mas é raro termos a oportunidade de ver o Proveta numa formação menor, com muito tempo e espaço para improvisação. E esta é uma oportunidade única.
  Depois o palco pertence a todos os músicos presentes, sem hora para terminar. Na última jam, as canjas foram inesquecíveis: entre outros, o Duofel, o grupo Seis com Casca, o contrabaixista belga Henry Greindel, e o violonista Daniel Murray.
Em jams anteriores tivemos a participação dos saxofonistas Teco Cardoso, Mané Silveira, Harvey Wainapel (California) e Karlheinz Miklin (Austria), dos baixistas Tibor Delors (França), Zé Alexandre e Rogério Botter Maio, dos violonistas Paulo Bellinati, Ulisses Rocha e Alessandro Penezzi, dos bateristas Bob Wyatt e Nelson Ned Jr, do acordeonista Toninho Ferrugutti, e de muitos outros "canjeiros".
As jams acontecem sempre com o apoio da Yamaha, que disponibiliza um instrumental de primeiríssima.

Dia 28 de abril, segunda - 21:30 hs

Teatro do Hotel CROWNE PLAZA / Rua Frei Caneca 1360, São Paulo / Ingresso R$20,00 e R$10,00

PAU BRASIL e MONICA SALMASO
"Noites de Gala, Samba na Rua" 

 O show com repertório dedicado à obra de Chico Buarque, depois de duas memoráveis temporadas no Teatro da FECAP em São Paulo segue a partir desta semana para uma tournée de 42 apresentações nas principais cidades brasileiras.
 O CD já é o mais vendido da prestigiosa gravadora Biscoito Fino, e o DVD já está na boca do forno, com lançamento previsto para junho.
 Confira o itinerário para os meses de abril e maio:

FLORIANÓPOLIS -  23 e 24 de abril (quarta e quinta), 21:00 hs
Teatro Álvaro de Carvalho, Rua Marechal Guilherme, 26 / Ingressos R$20,00 e R$10,00 (Heráclito Maia disse que vai - embora não faça seu gênero)

PORTO ALEGRE - 26 de abril (sábado) 21:00 hs / 27 de abril (domingo), 18:00 hs
Teatro São Pedro, Praça Marechal Deodoro / Ingressos de R$10,00 a R$25,00 (Thomaz Albornoz acabou de dizer - veja os comments - que vai!)

FORTALEZA - 7 e 8 de maio (quarta e quinta), 21:00
Teatro José de Alencar / Ingressos R$20,00 e R$10,00 (Aílton Monteiro disse que vai)

RECIFE - 10 de maio (sábado), 21:00 hs / 11 de maio (domingo), 20:00 hs
Teatro de Santa Isabel, Praça da República / Ingressos R$20,00 e R$10,00 (Ernesto Barros disse que vai)

SALVADOR - 13 de maio (terça), 20:00 hs
Teatro Castro Alves / Ingressos R$20,00 e R$10,00 (André Setaro disse que vai)

ARACAJU - 14 e 15 de maio (quarta e quinta), 21:00 hs
Teatro Atheneu / Ingressos R$20,00 e R$10,00 (Milton do Prado disse que vai mandar a família ir)

NELSON AYRES - piano solo

 Contam-se nos dedos de uma mão as apresentações solo de Nelson Ayres, que desde o início de seu carreira sempre preferiu tocar bem acompanhado. Mas foi impossível resistir ao convite de um dos mais charmosos teatros brasileiros.

MACEIÓ - 17 de maio (sábado), 21:00 hs
Teatro Sérgio Cardoso, Praça Marechal Deodoro 

TRIO 202

 O Trio 202, com ULISSES ROCHA (violão), TONINHO FERRAGUTTI (acordeon) e NELSON AYRES (piano) faz uma única apresentação em São Paulo em Maio. Quem não puder conferir o som alegre e virtuosístico do trio, pode ouvi-lo um pouquinho mais longe: no Zimbabwe (antiga Rodésia, África central).

HARARE, ZIMBABWE / FESTIVAL DE HIFA
1 de maio, quinta-feira

SÃO PAULO / SESC IPIRANGA
29 de maio, quinta-feira, 21:00 hs
Rua Bom Pastor, 822 / Ingressos R$16,00, R$8,00 e R$4,00

PARTITURAS

Para os amigos músicos, lembramos que algumas composições de Nelson Ayres estão disponíveis em pdf no site www.nelsonayres.com.br 


Escrito por Carlos Reichenbach às 11h54
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   Colírio

MUSAS DO COMODORO

 Suzana Alves, Vanessa Prieto, Rosanne Mulholland, Maeve Jinkings e Djin Sganzerla posam no lançamento de FALSA LOURA em São Paulo. - extraído do site EGO - Globo.Com

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL403121-9798,00.html

 Juliana, a musa maior (e menor).



Escrito por Carlos Reichenbach às 02h14
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   Espaço livre.

NA ÍNTEGRA: BATE-BOLA TONACCI E REICHENBACH

 Vébis Junior flagrou o encontro de amigos numa das Sessões do Comodoro: Reichenbach, André Luiz Oliveira e Andrea Tonacci.

 O Jornal do Brasil propos a conversa, mas a limitação de espaço deixou muita coisa de fora (ou sem sentido) no que saiu publicado hoje, dia 19 de abril. Segue abaixo o bate-bola, na íntegra.

PERGUNTAS DE REICHENBACH A TONACCI 

1. Alguns dos melhores filmes brasileiros recentes, como "SERRAS DA DESORDEM" e "ESTAMIRA", parecem estabelecer com seu assunto-tema-protagonista uma relação saudavelmente promíscua, como se os filmes precisassem existir porque aqueles personagens existem ou existiram; numa tradição que remete diretamente à Flaherty e "Nannouk". Voce concorda?

RESPOSTA

 Parece-me que os assuntos-temas de fundo, mesmo sendo opostas as realidades diárias dos protagonistas e dos autores, ecoam como uma dimensão que ambos sintonizam, espelham uma subjetividade humana em comum que independe de raça, lugar ou cultura, igualam-nos no condicionamento com que a consciência da morte e a essência cotidiana da vida questionam a razão com que pretendemos sonda-las. Se as palavras ou os pensamentos solidificassem no ar, se se materializassem visivelmente no espaço talvez reconhecessemos que o que chamamos de cinema é a tentativa de construir a ponte que nos identifica como iguais diante do imponderável e do desconhecido. A dicotomia que nos divide e separa entre o que está na tela (autor) e o que está no mundo (espectador) é puramente virtual, teórica, como uma forma de acessar o que é uno mas percebido como divisão. Entendo o cinema como um caminho de conhecimento, de encontro dos protagonistas e dos autores, ambos revelando-se mutuamente dispostos a ver-se e expor-se na busca de uma identidade e sentido em comum. Não é à toa que Nanook, Estamira e Serras levaram anos para serem feitos, tanto os protagonistas como os autores precisaram de anos de vida para ser e representar-se na tela. Mais que filmes são experiências partilhadas de vida, de que só tomamos conhecimento ao buscar-lhes a imagem na representação. Acredito que sim, que tua pergunta coloque na realidade cotidiana o sentido de contar a história. Só assim ela existe, e nós por consequência.

2. O tema recorrente em "Bang Bang", "Interprete Mais, Ganhe Mais" e "Serras da Desordem" é a desagregação: de um bando de marginais autofágicos, de uma trupe teatral que se esfacela e de uma tribo de índios culturalmente "implodida" pelos brancos. Apesar de tudo, você acredita na possibilidade da "unidade universal", que nos falam os poetas Goethe e Murilo Mendes?

RESPOSTA

 Acredito, pois é no esfacelamento, na fragmentação, na atomização que percebemos nossa identidade, igualdade, é desfazendo-nos, perdendo-nos da consciência a que atribuimos ser nós mesmos, que percebemos esta identidade universal. Humanidade é como mar: muitas ondas, espumas e correntes, mas tudo parte do mesmo corpo.

3. Um dos aspectos mais fascinantes de "Serras da Desordem" é sua construção "in progress"; é a prospecção que você faz sobre o material captado, em busca do inesperado, da descoberta essencial. Até que ponto você obedeceu um roteiro previamente concebido?

REPOSTA

  Obedecer não é bem o que fiz, mas a estrutura narrativa estava lá desde o início, extamente como está no filme. Houve um roteiro inicial, antes ficção com atores, depois documentário jornalístico e finalmente, conduzido pela ambiguidade formal que minha subjetividade projetava sobre aquela realidade, pude ver e documentar o que passava a estar inserido nela, isto é, a dramaticidade que meu olhar interior intencionalmente buscava. Era um calhamaço escrito a partir de uma pesquisa de anos que foi sendo revisto e transformado no tempo e à medida que meu cotidiano misturou-se com o do personagem, e neste processo as imagens deixaram de ter a intenção formal roteirizada e passsaram a ser como descobertas da forma com que aquela intenção revelava-se ao meu olhar convivente com uma realidade até então ficcionada subjetivamente. A partir daí pude documentar a ficção com que impregnei aquela realidade. E isto posteriormente foi lapidado pela montagem revelando-me sentidos intuídos mas não identificados na hora da filmagem.

4. Eu costumo dizer que a nossa montadora, Cristina Amaral, é a "co-roteirista" dos meus filmes, meu "fiel da balança". Essa cumplicidade autoral me pareceu exuberante também entre vocês. Fale sobre esta parceria (eu diria, sintonia).

RESPOSTA

 Com a Cristina aprendi que montador é muito mais que função técnica e competência profissional, é função de generosidade humana e identificação momentânea com a alma do autor, como uma mediunidade que se deixa incorporar pelas intenções e sentimentos do autor para expor-lhe a essência camuflada em suas imagens. É quem transmuta a forma do filme em vida.

5. "Agora, Nunca Mais", seu lindo projeto de ficção, ainda está no prelo? 

RESPOSTA

 Com certeza, na forma em que foi escrito, assim permanecerá, contudo continha as sementes que diversificadas geraram o Serras, mas se no futuro for replantado de novas emoções pode voltar à tona com a iminência de uma nova representação do momento que vivo. Não será, de qualquer maneira, o mesmo que escrevi anteriormente. Pode ser que no processo de olhar para um novo momento reencontre o eco daquele. Digo isto porque só agora após terminar o Serras dei-me conta de quanto Bang Bang já continha o Carapirú-Pereio-Andrea.

PERGUNTAS DE TONACCI A REICHENBACH 

1. Qual é teu caminho de busca e construção da subjetividade das personagens femininas. Interior, exterior.

RESPOSTA

 O roteiro de FALSA LOURA (assim como GAROTAS DO ABC) é resultado de dois anos e meio de prospecção no ABC paulista. Nos anos 90, graças a Bolsas Vitae de Artes, eu pude escrever quatro roteiros a respeito do universo operário e proletário das tecelãs, após mergulhar no cotidiano delas, no trabalho e no tempo livre. Do material de pesquisa, o que mais enriqueceu o projeto foi o expediente de eu ter andado de ônibus na companhia destas jovens mulheres nos horários de entrada e saída do trabalho. Infiltrei-me como um espião em suas conversas, anseios, ambições, desejos, frustrações, etc. Foi ouvindo com atenção o que elas conversavam entre si, o que tinham a dizer sobre si mesmas, que obtive o meu melhor manancial dramatúrgico. Já havia abordado personagens similares - como mulheres que saem do campo para experimentar a vida na cidade grande (LILIAN M) e professoras de periferia (ANJOS DO ARRABALDE) - mas as tecelãs me fascinavam em particular, por sua energia tão específica; afinal, elas foram as primeiras grevistas do Brasil. Compreender a sua intimidade abriu horizontes para o meu imaginário. Sempre achei que é no âmbito dos sentimentos que as relações de poder, ética e humanidade se explicitam de forma crucial.

2. Me fale do humor, a busca e o reencontro das referências e citações cinematográficas como características do teu imaginário.

RESPOSTA

 Assim como você, eu acho que o roteiro é essencialmente uma bússola, que cada etapa da realização de um filme faz parte do processo dramatúrgico. Em outras palavras, que um filme não se esgota em seu tratamento literário e que a filmagem, a montagem, a edição de som e a mixagem são instanciais tão fundamentais para a aventura da criação, quanto a simples escritura. Já mudei seqüências inteiras, ou mesmo o sentido do próprio filme, durante o processo de montagem e edição de som. Busco colaboradores que entendam e compartilhem do meu repertório. Por isso mesmo, tenho - por hábito - trabalhar com um roteiro aparentemente acabado. Ele norteia a produção, mas está sempre aberto a ser acrescido, conforme as novas idéias vão surgindo. Para elaborar esse falso "roteiro de ferro", eu me muno de tudo que me instiga particularmente: livros, poemas, quadros, músicas, imagens esparsas, desenhos e filmes (muitos filmes) que suscitem o meu imaginário. A tal "angústia da influência" não existe no meu dicionário. Normalmente, eu só vou prestar atenção nas referências depois do filme ficar pronto. Já o humor, mesmo nos filmes mais trágicos, surge na hora da escritura por puro instinto. Eu e meus co-roteiristas costumamos rachar o bico nas cenas mais sérias. Filme brasileiro precisa ter, no mínimo, uma centelha de chanchada; senão não é brasileiro.

3. Como é a preparação destes atores que surpreendem, a coordenação técnica, muitos ensaios?

RESPOSTA

 Busco sempre trabalhar com atores de formação teatral sólida. É uma segurança e um conforto. Antes das filmagens fazemos um trabalho de mesa, com no teatro. Eu preciso ouvir os diálogos que escrevi na boca dos atores; nesse momento - e não na hora da filmagem - posso mudar todo o diálogo. Nem sempre o que está no papel funciona na boca de quem o interpreta. Aí vale o truísmo: bons atores não dão palpite, dão subsídio. No entanto, acho que o segredo é a escolha certa; por isso, os testes são fundamentais. Os primeiros testes são sempre feitos só com os assistentes, porque uma simpatia ocasional pode redundar num erro incontornável. Levo este primeiro material para casa, assisto dezenas de vezes e mostro para minha mulher e minha filha. Foi minha mulher quem me fez escolher a genial Vera Mancini, a bêbada de GAROTAS DO ABC. Faço os testes finais, tentando - aí sim - definir detalhes da personificação. Quando a produção permite, gosto de trabalhar com preparadores de elenco. Mas nunca durante as filmagens. Aprendi, depois de ter feito a fotografia de mais de 20 longas metragens, que o ator só pode olhar para uma única pessoa, após o grito de "corta!": o diretor. Como maestro, o diretor é a única anuência possível. Cabe ao diretor extrair o zênite do talento de seus atores. Joseph Mankiewicz, um dos melhores diretores de ator da história, afirmava que - na hora da filmagem - só o ator importava, que todo o aparato e as duzentas pessoas trabalhando ao redor desapareciam como sombras.

4. Em "Falsa Loura" o clima quase extra terrestre/corpóreo que a luz e o movimento me induziram, como o estar num mundo paralelo, numa twilight zone, como o da Venus de Botticelli no momento de consciência de si quando retorna na seqüência final. Isso estava previsto no roteiro?

RESPOSTA

 Sim e não. Como disse acima, o que estava no papel funcionava como mapa, que a rota só era definida na hora, seja na filmagem, na montagem ou no acabamento. Algumas seqüências como a da piscina, onde a protagonista dança com o ídolo, foi construída com muita antecedência; já o passeio pelo Haras - de dia - estava apenas esboçado no papel. O espaço cenográfico, o aparato técnico e a forma de andar dos atores me fizeram decupar a cena na hora da filmagem. O desfecho, apesar de todo o extenuante trabalho de filmagem e produção, só foi definido durante a montagem. O filme não terminava ali. Havia o calvário da protagonista em câmera lenta, mas a conclusão arremessava o individual para o coletivo, e o filme deveria terminar com todas as operárias em cena, num apêndice quase surrealista. Isso foi filmado e pré-montado. Eu e a montadora Cristina Amaral mudamos tudo no corte final. Em respeito à protagonista e a dignidade emprestada por sua intérprete. Para esta decisão radical foi essencial uma opinião - sem compromisso - emitida pela minha filha, grávida de oito meses. Mulheres grávidas são iluminadas por natureza e em filmes que tratem de personagens femininos deveríamos ouvi-las com atenção.

5. Quando "Serras da Desordem" ficou pronto me dei conta de como é alma gêmea do "Bang Bang". Você reencontra em seus filmes novos ecos e identidades com outros mais antigos?

RESPOSTA

 Sempre. Cada vez que revejo FALSA LOURA descubro novos pontos de contato com LILIAN M, RELATÓRIO CONFIDENCIAL, de 1974. Os dois filmes falam de mulheres que aprendem na adversidade; que mesmo ofendidas pelos homens, voltam à estrada fortalecidas. Embora, gêmea de LILIAN M, FALSA LOURA tem muita coisa de AMOR, PALAVRA PROSTITUTA, ANJOS DO ARRABALDE, e - é claro - GAROTAS DO ABC. No fundo, a gente está sempre retomando os temas que nos instigam ou angustiam.



Escrito por Carlos Reichenbach às 14h01
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   A LOURA É POP!

A RESSACA DAS PRÉS E A ANSIEDADE DA ESTRÉIA

 

1.

 O correio voltou a aprontar das suas. Metade dos convites enviados para as sessões de São Paulo e Rio de Janeiro não chegaram aos destinatários. Em especial, ao meu amigo de infância, Percival Gomes de Oliveira, e o meu anjo vigilante e cardíaco, o dr. Alexandre Segni. Pedi para conclamarem todas as queridas "garotas do abc" de AURÉLIA; só a Lucielle de Camargo apareceu. E olha que foi contratada uma firma para isso.

 Recebi e agradeço todos os e-mails de apreço a FALSA LOURA. Mas um em especial, eu faço questão de reproduzir aqui:

"Carlos,

 Amei seu filme (especialmente a cena em que Silmara desperta para a realidade ). Tocante. Não só escrevi no blog, como continuo a comentar sobre ele nas entrevistas que dou. Você era fã do meu irmão e eu sou sua fã. Obrigada pela honra de participar com uma música em Falsa Loura. Quem sabe um dia, possamos novamente, de certa forma,  trabalhar juntos. Parabéns pelo excelente trabalho.

Um abraço

ISOLDA"

 Isolda é nada menos que a compositora do já antológico "OUTRA VEZ" ("Você foi, o maior dos meus casos...). Isolda é irmã do saudoso Milton Carlos, cantor e compositor que possuía uma belíssima voz em falsete e de quem fui fã assumido. Morreu tragicamente num acidente de automóvel, quando voltava de um show no interior de São Paulo, na companhia da noiva. Escolhi "Elas por Elas", composta por Isolda em parceria com o irmão, para integrar a trilha musical de FALSA LOURA, na voz de Maurício Mattar e arranjos de Nelson Ayres, estimulado pela sua singela melancolia.

 

2.

 Eu e o Andrea Tonacci (que está lançando o magistral SERRAS DA DESORDEM, dia 18, no Rio de Janeiro) fizemos um bate-bola a convite do Jornal do Brasil e do Carlos Heli. Espero que seja publicado na íntegra.

 

3.

 Fiquei de queixo caído lendo o Blog do Merten (http://blog.estadao.com.br/blog/merten/). Eu me esfolo inteiro para conseguir postar um ou dois comentários por semana aqui no Reduto. De nossa conversa cinéfila (aquilo não foi entrevista) no Reserva Cultural, ele conseguiu extrair três posts! Falamos de FALSA LOURA, claro, mas falamos também – e sem meias palavras - de sua aversão pessoal para com "Garotas do ABC" e "Bens Confiscados" (ele pega pesado quando não gosta de um filme; mas eu também não sou dado a sutilezas quando um filme me desagrada). Nossa conversa esquentou quando lembramos de diretores que amamos: Raoul Walsh, Jacques Tourneur, Riccardo Freda, Paolo Benvenutti e vários outros. Certa época pensei que só conseguiria me entender com o Merten por conta de "Scarface", de Brian de Palma, que adoramos. Descobri lendo o blog - e nessa "entrevista" - que não; que possuímos mais pontos de contato, no quesito cinefilia, que discordâncias. Lembrei-me imediatamente do saudoso Rubem Biáfora e suas deliciosas idiossincrasias. Biáfora ficava uma fera quando eu e Jairo Ferreira elogiávamos Tatsuya Nakadai, que ele detestava (às vezes fazíamos isso, embora fãs do ator, por pura provocação). Podíamos discordar sumariamente de suas excentricidades cinéfilas, mas o respeitávamos por suas descobertas. Biáfora era um autêntico garimpeiro. Ouvi dizer que foi ele quem descobriu Bergman. Não duvido. Biáfora foi pioneiro em valorizar cineastas como Ray Nazzarro e William Wittney, mestres do filme C, que tiravam água de pedra de qualquer orçamento indigente. Passei anos implicando com Biáfora, mas guardava a sete chaves, e com admiração, as suas páginas dominicais no Estadão. Eu fazia questão de conferir suas indicações; nem que fosse somente para discordar. Começamos a ficar mais próximos quando ele me procurou, de livre e espontânea vontade, para dizer que tinha adorado LILIAN M, RELATÓRIO CONFIDENCIAL. Confesso que o gesto me cativou; ficamos muito amigos. Fazer muitos filmes tem destas vantagens. Quem não gosta de um, pode apreciar o próximo. Minha fidelidade aos meus três diretores de cabeceira não me obriga a gostar de tudo que eles fazem: de Scorsese, não engulo A IDADE DA INOCÊNCIA; de Cronenberg, me entediei com SPYDER, e de Brian de Palma, eu nem lembro o nome daquela comédia sem graça (QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE, se não me engano). Minha aproximação com Biáfora não me livrou de uma saia-justa memorável: à saída do cine Belas Artes, na pré-estréia de LILIAN M, mestre Paulo Emílio Salles Gomes (tenho o direito de ostentar o honroso atributo por ter sido aluno dele, na São Luiz) veio me abraçar, quando Biáfora se aproximou para me cumprimentar. Quis ter quatro braços naquela hora, pois era notória a antipatia que um nutria pelo outro. Jairo Ferreira, num canto do hall do cinema, passava mal de tanto rir com o meu desconforto.

 

4.

 Não resisti à tentação de intervir na avaliação dos meus filmes recentes e enviei uma mensagem nos posts do blog do Sérgio Alpendre, CHIP HAZART (http://chiphazard.blogspot.com/).

“Não sei se racho o bico de rir ou morro de ciúmes. É engraçado; a gente acaba de fazer um filme, põe na tela e ele não é mais da gente... É que nem namorada (o) do filho (a); elas (eles) chegam e nos afastam da cria. Mandam nele (a) mais que a gente! Cacete! Mesmo gostando de todos os "filhotes" (menos dos primeiros), os meus preferidos continuam sendo FILME DEMÊNCIA, ALMA CORSÁRIA, LILIAN M. e IMPÉRIO DO DESEJO. FALSA LOURA ainda é cria nova, estou babando com a criança, sem o distanciamento necessário; mas os dez minutos finais me emocionam cada vez que revejo.”. REICHENBACH

 

5.

 Os camaradas da CONTRACAMPO (http://www.contracampo.com.br/) são malucos ("beleza", cláro!). Em Tiradentes, entabolamos uma prosa cinéfila, em meio ao assédio de estudantes de cinema (o que, inclusive, fez esfriar o colóquio). Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que o papo se transformou em "entrevista". Cáspite! Tem coisa que a gente só faz entre amigos próximos, como - por exemplo - sair desancando em cima de um certo cineasta oriental - que o Sérgio Alpendre venera - chegado a perfumaria. Se alguém se sentir ofendido com a nossa conversa, sinto muito; manda chamar o síndico!

 

6. 

 A TRIP de abril está um estouro! O Nasi, do IRA!, mete a boca no trombone numa das entrevistas mais alucinantes já publicadas. Ricardo Calil (que deixou seu blog ao Deus dará) escreveu um texto formidável sobre Andrea Tonacci e seu Carapirú. Mas o melhor de tudo foi ver a querida conterrânea Luciana Brites (coreógrafa de GAROTAS DO ABC, atriz e bailarina que abre FALSA LOURA, dançando com Rosanne Mulholland e a vestal nua e etérea do curta EQUILÍBRIO & GRAÇA) brilhando nas páginas centrais. Tem também uma engraçadíssima (e esclarecedora) matéria a respeito da "Terapia da Urina". Posso estar enganado, mas acho que o repórter que assina a matéria é o mesmo que, em número anterior, experimentou a profilaxia dos enemas. É ler para crer!

 

7.

 FALSA LOURA entra em cartaz amanhã, dia 18, em sete salas de São Paulo, três no Rio de Janeiro e uma em Belo Horizonte. Em razão da procura, e por pressão dos exibidores, a Dezenove e a distribuidora Imovision foram obrigadas a fazer mais três cópias do filme, de última hora. Acho que a loira barbuda de Fortaleza surtiu efeito. Sempre imaginamos um lançamento discreto, com poucas cópias. Afinal, o filme não tem a máquina da Globo por trás, nem suporte financeiro para um lançamento splash. Agora, a sorte está lançada. Conto com o boca-a-boca dos fiéis e amigos do REDUTO. Conspiremos!

 

EM TEMPO

 Segue, em anexo, o endereço do BLOG DA ISOLDA:

http://blogisolda.blogspot.com/2008/04/falsa-loira.html



Escrito por Carlos Reichenbach às 11h40
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   Pérolas

 NOTA RÁPIDA SOBRE DOIS FILMES RECÉM-DESCOBERTOS

 Em vias de me ausentar de São Paulo, em virtude de exibições especiais de FALSA LOURA em outros Estados, não consegui me furtar de comentar o encantamento da descoberta de dois filmes magistrais, de dois grandes diretores no final de suas longas e brilhantes carreiras: Raoul Walsh e Jacques Tourneur. Viva o compartilhamento!
 Estou me referindo a "Appointment in Honduras" (Almas Selvagens - 1953) e "The Revolt of Mamie Stover" (A Descarada- 1956).
 Sem nenhum favor, as duas melhores películas que vi neste ano, até agora!
 O curioso é que ambos os filmes começam a bordo de um navio, em alto-mar, com seqüências inteiras - deslumbrantes - filmadas em estúdio.
 Que Jacques Tourneur adorava reproduzir tudo em estúdio (e dominava o expediente como ninguém - vide o canavial de "A Morta-Viva") eu já sabia; o que fascina em "Almas Selvagens" é que o cenário é absolutamente fake, e Tourneur refina ao zênite o aproveitamento absoluto da "pintura" do diretor de fotografia Joseph F. Biroc, e a inventividade do diretor de arte Charles D. Hall e seu set designer, Alfred E. Spencer.

 Em "A Descarada", de Raoul Walsh, ficamos seriamente na dúvida se as cenas a bordo foram rodados com back-projection. O fotógrafo Leo Tover fez milagres com as cores e a extensão do Cinemascope (o 2.35 : 1).
 Ambos os filmes se destacam de sua época pelo amoralismo de seus protagonistas.
 O plano inicial de Jane Russell, no filme de Walsh, é digno de antologia. Mais uma vez, miss Russell encarna uma jovem predestinada à vida fácil. Ainda bem, que os produtores não conseguiram contratar Marilyn Monroe para o papel; já que a loira, no quesito vulgaridade, não chega aos pés da insuspeitada dignidade que a morena acrescentava ao fulgor uterino de suas desajustadas. Correndo o risco da misogenia é possível afirmar que Marilyn era (na tela) o objeto descartável do desejo, sempre disponível; Jane, era o próprio desejo, a "maitresse", pronta para chutar os homens submissos.

 Em "Almas Selvagens", Glenn Ford é um mercenário que presta serviços para os contra-revolucionários hondurenhos. Um homem rígido, que se filia a quatro prisioneiros mal encarados da Nicarágua para executar o serviço, enganado-os. É óbvio, que o herói está a serviços dos americanos para trazer de volta ao poder um presidente aliado. Mas nada disso importa, diante da selva "inventada" por Tourneur, no quintal do estúdio, com as cores vigorosas concebidas pelo seu fotógrafo. Coisa de gênio. Por estas e outras, um crítico do Libération (Louis Skorecki) descreveu Tourneur - com todas as letras - como o maior diretor da história do cinema.
 Eu prometi que seriam poucas palavras. Fica aqui registrada a oportunidade de ter conhecido estas duas pérolas esquecidas, graças a internet, no exato momento em que me encontrava num sério impasse de meu novo roteiro, "O Mar das Mulheres Finais". Tenho certeza que as lições emprestadas de Walsh e Tourneur estarão presentes (de alguma forma) em meu próximo filme.



Escrito por Carlos Reichenbach às 00h37
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   Filmes de Invenção

EQUIPE EXIBE JAIRO FERREIRA E MEU NOME É DINDI

 Jairo Ferreira e Veronica Krimann (1968)

 O Cineclube Equipe, projeto sem fins lucrativos do Instituto Equipe Cultura e Cidadania, realiza neste sábado 12 de abril de 2008 a terceira sessão do Panorama Experiências do Cinema. O tema da sessão é o cinema de invenção brasileiro dos anos 1970: serão exibidos, a partir das 16h, o curta O Guru e os Guris e o longa O Insigne Ficante, ambos do cineasta e crítico Jairo Ferreira. Às 18h, haverá debate com o professor da UFSCAR Arthur Autran e com o crítico Juliano Tosi. Serão disponibilizados livros para consulta e murais informativos sobre o tema, além de venda de apostilas com textos de apoio ao panorama e sorteio de livro. A sessão custa R$4,00 e acontece no auditório do Colégio Equipe (R. Bento Frias, 223 - Pinheiros, São Paulo/ tel. 3814-2188).
 
Os debatedores
 Arthur Autran é doutor em cinema pela UNICAMP, professor da UFSCAR, montador e possui experiência nos estudos de cinema de invenção.
 Juliano Tosi é crítico de cinema, pesquisador, animador cultural e mantém um blogue dedicado à obra de Jairo Ferreira (
http://cinema-de-invencao.blogspot.com/).
Cineclubinho Equipe
 Mais cedo, no mesmo dia, às 10h30, o Cineclubinho Equipe exibirá O Mágico de Oz (2000) de Victor Fleming. Após a projeção, será realizado sorteio de livro e oficina de criação de personagens com sucata. (Ingresso: R$2,00)
Panorama Experiências do Cinema
 O ciclo se propõe a estudar o(s) cinema(s) experimental(is), confrontando diferentes pontos de vista sobre o experimentalismo e as vanguardas. Como não há "um" cinema experimental, a programação foi pensada de maneira não cronológica (para excluir a idéia de progressão, história uma), pautada em sessões que podem se contradizer entre si, pois estamos nos debruçando sobre algo que não é certo. A idéia, mais do que nunca, é que os espectadores acompanhem todas as sessões e desenvolvam idéias a partir dessa questão de um ponto de vista amplo e o objetivo do panorama é colocar em questão a relação dos espectadores com os filmes e destes com a vida.
 As outras sessões serão: em maio, o cinema de Jerry Lewis; e em junho, cinema experimental contemporâneo: Apichatpong Weerasethakul. Os debates contarão com nomes como Felipe Bragança, Francis Vogner dos Reis e Paulo Santos Lima.
Sessão extra gratuita
 Na sexta-feira 11 de abril de 2008, haverá sessão gratuita do Cineclube Equipe com a exibição às 14h do curta Almas Passantes: Um encontro com João do Rio e Charles Baudelaire, de Cléber Eduardo e Ilana Feldman e pré-estréia do longa Meu nome é Dindi, de Bruno Safadi (vencedor do prêmio da crítica na última Mostra de Tiradentes). Às 16h, haverá debate com a atriz do longa Djin Sganzerla e com os diretores do curta. A sessão acontece no auditório do Colégio Equipe (R. Bento Frias, 223 - Pinheiros, São Paulo/ tel. 3814-2188).
 
 Para mais informações e programação completa do panorama, visite:
http://www.cineclubeequipe.blogger.com.br



Escrito por Carlos Reichenbach às 14h43
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   Cinemateca Virtual

OS CANAIS DE COMPARTILHAMENTO E SUAS SURPRESAS

 Verdade seja dita; o exercício de realizar um levantamento honesto de endereços de compartilhamento de filmes, para a página de links do site OLHOS LIVRES, tem me divertido bastante nos últimos dias.
 Fiz questão de me inscrever naqueles que achei mais interessantes e conferir as exigências, o acervo e a rapidez da confirmação de e-mail.
 Alguns fóruns bastante elogiados estão com a adesão de novos integrantes temporariamente suspensas. Dois ótimos endereços de filmes atípicos (o DEAD-DONKEY e o SO BAD ITS GOOD) exigem uma absurda autorização assinada pelos pais do participante, que deve ser enviada por FAX ou por e-mail (após ser impressa, assinada e scaneada).
 Para ter acesso a raros e ótimos filmes asiáticos, um endereço obrigatório: ASIAN CINEMA FORUM.
 Dois endereços dedicados a filmes de horror e as películas detestadas pelos críticos valem - pelo menos - uma visita mensal:
SO BAD IT´S GOOD
http://bad-good.org/phpBB2/index.php
 A inscrição é rápida e não precisa levar muito a serio a exigência da tal carta de autorização dos pais. Por ser um fórum, os filmes podem ser encontrados em tópicos como: "Pinky Violence Collection", "George A. Romero Collection", "The Horror Porn Collection", "Bad Blaxploitation Collection", etc. Aqui é possível encontrar, por exemplo, um dos trashs mais antológicos da história: ROBO VAMPIRE (Joe Livingstone - 1988), com legendas em espanhol, que é definido pelo IMDB como "the Worst of the Best of the Worst.".
TERRORFANTASTICO
http://terrorfantastico.com/foro/index.php?board=12.20
 No TERRORFANTASTICO para ter acesso aos links de ripagem (via E-Mule ou Dreamule) não é necessário se filiar, mas para participar das discussões e assistir as "sub-montagens" dos participantes (a nova coqueluche dos sites de cinema de gênero) é preciso se inscrever.

 As "sub-Montagens", uma mania mundial que está sendo - inclusive - objeto de estudo acadêmico, são versões pessoais que os fanáticos fazem de seus filmes fetiches em qualquer programa básico de edição.
 No TERRORFANTASTICO filmes obscuros, como "BYLETH, EL DEMONIO DEL INCESTO - (1972 - Leopoldo Savona) e "ENCUENTROS DE AMOR EN BALI" (1970 - Paolo Heusch- Ugo Liberato), são objetos de desejo e culto, porque suscitam "sub-montagens" absurdas e/ou deliciosas.
 O bom do endereço é que, além de opiniões abalisadas, ele oferece links (via E-Mule ou Dreamule) para as versões originais e espanholas dos filmes; basta consultar detalhadamente todas as postagens dos tópicos.
 No tópico referente ao filme "L´Assassino ha Riservato Nove Poltrone" (única experiência do ótimo Giuseppe Benatti no cinema de gênero), há um comentário interessante a respeito do "giallo":
http://terrorfantastico.com/foro/index.php?topic=4037.0

 Filmes que dificilmente seriam encontrados em outros endereços podem ser achados aqui (desde que lançados em VHS ou DVD na Espanha). Um dos achados mais exóticos do site é um tal de "BRAZILIAN STAR WARS", de 1978:
http://terrorfantastico.com/foro/index.php?topic=2210.0
 É ver para crer como alguns filmes brasileiros são lançados no exterior!
 Convido os amigos e fiéis a visitarem os links e conferirem pessoalmente os novos endereços relacionados:
http://www.olhoslivres.com/links.htm



Escrito por Carlos Reichenbach às 21h47
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   Adeus

MORRE JULES DASSIN
(Especial para Dias de Carvalho)

 ATENAS (AFP) — O cineasta americano Jules Dassin morreu nesta segunda-feira em Atenas, aos 96 anos, em conseqüência de uma gripe, anunciaram fontes hospitalares.
Dassin, que tinha a saúde deteriorada nos últimos anos, morreu no hospital particular Ygeia, onde estava internado após uma fratura no quadril, afirmaram as fontes.
Nascido em 18 de dezembro de 1911 em Middletown (Connecticut), Jules Dassin morava na capital grega desde 1959 com a esposa, a atriz grega Melina Mercuri, que também já faleceu.

 Dassin foi um grande cineasta americano, nascido em Connecticut, com reconhecidas idéias socialistas, que foi denunciado - em 1951 - pelos colegas Edward Dmytryk  e Frank Tuttle  como integrante da facção comunista de Hollywood. Seus filmes americanos mais importantes foram FORÇA BRUTA (47) e CIDADE NUA (48), onde aplicou as melhores lições do neo-realismo, levando as câmeras para as ruas e cenários naturais (BRUTE FORCE foi rodado num presídio autêntico). De certa maneira, Dassin inovou o realismo no cinema norte americano. Por causa do Macartismo e da traição dos colegas se exiliu na Europa. Na França filmou os hoje clássicos RIFIFI (55) e AQUELE QUE DEVE MORRER (58). Casou com a atriz Melina Mercouri e foi morar na Grácia, onde dirigiu duas outras pérolas: NUNCA AOS DOMINGOS (60) e PHAEDRA (62), ambos estrelados por Melina. Os filmes seguintes não estão à altura dos já citados, mas eles o colocaram - inegavelmente - no panteão dos diretores antológicos.
 Mais informações sobre a morte e a obra de Jules Dassin:
http://www.cinematical.com/2008/03/31/jules-dassin-dead-at-96/



Escrito por Carlos Reichenbach às 01h26
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