INVENTARIO II - URGENTE

MP3 LIVRE DE TOM DISSEVELT & BALTAN PARA DOWNLOAD

 O já clássico (e genial), "Sonik Re-Entry", gravação presente no lp "Song of a Second Moon", que serviu de tema musical do programa de tv americano FANTASTIC THEATER, da autoria dos "pais" da música eletrônica, Tom Dissevelt e Kid Bantan, está a disposição dos interessados no site TULSA TELEVISION, em versão integral em MP3 e em um pequeno sampler em wave:
http://www.whistlingcadaver.com/TV.html
 Dissevelt e Baltan foram os primeiros músicos experimentadores que utilizaram, em 1957, sintetizadores primitivos, colagens magnéticas em tape, orgão e piano em suas composições.



Escrito por Carlos Reichenbach às 16h53
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   INFORMES

PAISÁ, AGORA NAS BANCAS

 Já está circulando em algumas bancas de jornal e livrarias o número 01 da excelente revista de cinema PAISÁ.

 Para saber onde comprar PAISÁ, acesse:

http://www.revistapaisa.com.br/onde.shtm


RETROSPECTIVA CARLO MOSSY

 De certa forma estimulada por uma surpreendente entrevista concedida a Andréa Ormond, editora do blog Estranho Encontro, o ator, diretor e produtor Carlo Mossy vai receber uma merecida retrospectiva-homenagem no cine Odeon, Rio de Janeiro.
 Toda a programação do evento pode ser acompanhada através da página do Estação Virtual:
http://www.estacaovirtual.com/odeonbr/
 Para ler a magnífica entrevista de Andréa Ormond com Carlo Mossy:
http://estranhoencontro.blogspot.com/2005/11/biografia-entrevista-carlo-mossy_10.html

 Entrevista de Carlo Mossy para Rodrigo Fonseca:
http://www.almanaquevirtual.com.br/ler.php?id=93&tipo=20&coluna=especial


OBSERVAÇÕES
- Uma ausência imperdoável na retrospectiva é o filme ÓDIO, para muitos o melhor filme dirigido por Mossy.
- A maior curiosidade da seleção fica por conta do quase inédito A BEATA LIBERTINA, de Victor Lima (de 1983), onde despontam duas das maiores musas do "picante" cinema nativo (Helena Ramos e Alba Valéria) numa comédia próxima do "teatro do absurdo". Este filme será mostrado nos dias 22/2 (QUA) 18h / 24/1 (SEX) 12h30 / 28/2 (TER) 18h40.


ESSES AMERICANOS ARROGANTES SÃO DE AMARGAR,

MAS LÁ, NA CORÉIA DO SUL, NÃO É FÁCIL!

Deu no jornal O GLOBO

 Hollywood quer mais mercado na Coréia do Sul
 Gilberto Scofield Jr. - Segundo Caderno - O Globo - 09/02/06
 Pequim - A indústria cinematográfica mais bem-sucedida do Sudeste Asiático, a da Coréia do Sul, está em polvorosa desde que o governo do país decidiu negociar um acordo de livre comércio com os EUA.
 
Os americanos querem condicionar o início das negociações ao fim das cotas para filmes nacionais que existem na Coréia há 40 anos. 
 A onda do livre comércio pede mudanças no sistema de cotas de filmes na Coréia - afirmou o ministro da Fazenda do país, Han Duck-soo.
Os filmes coreanos detêm 59% da receita com cinema no país; são exportados para as lojas de DVDs japonesas e para a Tailândia, a Indonésia e a Malásia.
 Na China, maior mercado da região, os filmes coreanos são fartamente pirateados e vendem mais que os chineses.
 A reação à decisão do governo é ao estilo coreano.
 Nas últimas semanas, produtores de filmes fizeram greve de fome, atores rasparam a cabeça e vestiram preto em protesto, e trabalhadores do setor já começaram a enterrar simbolicamente o cinema do país em manifestações de rua.


NÃO DEIXE DE LER!

 A revista eletrônica CULTURA E MERCADO acaba de publicar um texto estarrecedor de Jeff Chester, diretor do Centro para a Democracia Digital:
www.democraticmedia.org
 Chester denuncia claramente que as maiores empresas de telefonia e de cabo do mundo estão criando estratégias alarmantes para a dominação definitiva da internet "livre".
http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=4&pid=310


CLONAGEM VIA TELEFONE CELULAR

 O Comodoro recebeu dois e-mails de alerta:
URGENTE!
NÃO ATENDER AO NÚMERO
(11)9965-0000
NO CELULAR.
TODOS OS QUE ATENDERAM FORAM  CLONADOS!



Escrito por Carlos Reichenbach às 11h31
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   INVENTÁRIO

A MÚSICA-CINEMA

 Se é possível dizer que o "cinema aspira ser música", porque não dizer que a recíproca - às vezes - também é verdadeira?
 Os compositores impressionistas (Debussy e Ravel, à frente) parecem ter imaginado o cinema antes mesmo da sua existência como linguagem. E, se sua influência foi enorme em toda a música composta após a década de vinte, incluindo o jazz moderno, ela foi fundamental para a trilha musical do cinema e o aparecimento da Space Age Pop.
 Mesmo os mais experimentalistas, como Tom Dissevelt e Kid Baltan, que praticamente "inventaram" a música eletrônica, e o performático Attilio Mineo, são tributários de Ravel e Debussy.
 O genial Morton Gould, maestro e compositor de formação clássica e nobre, que trafegou livremente entre o erudito e o popular, foi um dos últimos mestres impressionistas contemporâneos. Gould é o modelo de "inventor" que venho tentando seguir desde que comecei a fazer filmes.
 Segue abaixo uma discografia que eu considero essencial para qualquer expert no abrangente estilo da Space Age Pop Music, mas tenho certeza que qualquer uma destas gravações são mananciais extraordinários de idéias para novos filmes; aquilo que eu considero a verdadeira "música-cinema".
 
DISCOGRAFIA


"Song of a Second Moon" - Tom Dissevelt & Kid Baltan
"White Godess" - Frank Hunter
"Man In Space With Words" - Attilio Mineo
"Jungle Drums" - Morton Gould

"Taboo", "Bahia", "Taboo 2" e "Polynesia" - Arthur Lyman

"Per-cus´-sive Jazz" - Peter Appleyard
"Fantastica" - Russ Garcia
"Futura" - Bernie Green
"Sea of Dreams" - Nelson Riddle

"Passion" - Bas Sheva e Les Baxter
"Jewels of the Sea" - Les Baxter
"Hipnotique" e "Enchanted Sea" - Martin Denny


OBSERVAÇÃO
 É verdade que uma boa parte destes lps não estão mais a disposição dos interessados (a não ser em sebos de discos raros); mas, graças a Internet, algumas pérolas podem ser baixadas livremente em mp3.

DICAS
- o lp inteiro de "White Godess" pode ser baixado gratuitamente do site "maxalbuns" (é só acessar a demo-free do Rapid Share):
http://www.maxalbums.com/album/9430/Frank%20Hunter/White%20Goddess/
- "Man in Space With Words", de Attilio Mineo, está disponível no site da e-music:
http://www.emusic.com
- "Jungle Drums", de Morton Gould, foi digitalizado para cd e pode ser comprado em qualquer site americano.
- As principais gravações do grupo de Arthur Lyman também foram remasterizadas e lançadas em cds com o título genérico de "The Exotic Sounds of Arthur Lyman".

OBSERVAÇÃO COMPLEMENTAR

- A seringa odontológica na capa do notável lp "Per-cus´-sive Jazz" deu muito o que falar, na época dos primórdios do Hi-Fi; mas, verdade seja dita, é neste disco que se encontra a melhor gravação do antológico tema de Henri Mancini para o seriado de tv "Peter Gunn".



Escrito por Carlos Reichenbach às 18h41
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   Memória

HOMENAGEM AO MISTERIOSO KORLA PANDIT

 Não tem mistério nenhum. Korla Pandit foi um dos ícones dos primórdios da televisão americana branco e preto, onde se apresentava vestido de hindú e interpretava músicas suaves e ligeiramente místicas num orgão Wullitzer. Como ele nunca abria a boca, os telespectadores tinham a impressão de que ele não falava inglês e que teria realmente nascido na Índia. O charme maior de sua apresentação semanal na tv era o epílogo do programa, que sempre acabava com um plano (audacioso para a época) fechadíssimo de seus olhos negros no canto inferior do quadro e, em destaque no canto superior, o turbante branco com um diamante e um topázio brilhando no centro.
 Na verdade, Korla Pandit chamava-se John Roland Redd e tinha nascido em 16 de setembro de 1921, Columbia, Missouri, descendente de afro-americanos.
 Korla Pandit gravou 14 albums para a Fantasy Records, nos anos 50, e possui, pelo menos, três gravações musicais dignas de antologia: "Kashimiri Song", "Song of India" e, a sua belíssima composição, "The Rose of Descanso" (mistério bis: de onde ele foi tirar esse nome?).
 Pandit teve seu revival nos anos 90, quando alguns de seus lps foram relançados em cd, quando gravou um novo disco e voltou a se apresentar em shows. De certa maneira, um filme muito especial trouxe novo fôlego a sua carreira. Os cinéfilos vão se recordar de seu rosto inconfundível no filme de Tim Burton, "ED WOOD". Korla, que tinha sido realmente amigo de Wood, interpreta a si mesmo.


 MP3 de várias de suas músicas (incluindo as já citadas) podem ser baixadas do site "e-music":
http://www.emusic.com/
 Já revelei outras vezes que sou freguês assíduo do "e-music" e que o site permite que sejam baixadas gratuitamente 50 músicas, antes de ser cobrado mensamente uma quantia irrisória que dá direito a mais 40 músicas por período.
 Pandit faleceu em outubro de 1998, em Santa Rosa, California.
 Site dedicado a Korla Pandit:
http://www.korlapandit.com/
 Bio de Korla Pandit no site dedicado ao gênero Space Age Pop:
http://www.spaceagepop.com/pandit.htm



Escrito por Carlos Reichenbach às 19h58
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   Repercussão

REAÇÕES À NOTÍCIA DO FALECIMENTO DE LUIZ CESAR COZZATTI

MARCELO CARRARD
http://mondopaura.zip.net/
  Nossa CARLÃO, eu não sabia até agora dessa notícia tão triste. Me lembro com carinho de como as críticas dele incentivaram minha cinefilia desde a adolescência. A relação que ele tinha com os filmes e com as descobertas que ele fazia era a de dividir com todos através de suas críticas antológicas. Estou profundamente emocionado com essa notícia e com ele se vai um pouco de uma época em que os críticos de cinema realmente gostavam de cinema e defendiam ardorosamente os filmes que amavam...

LINIANE HAAG BRUM
www.gauchadasemsampa.zip.net
 Lembro das críticas dele da época em que ainda morava em POA. Aprendi muito através de seus textos. Uma pena. Não fosse esse blog, eu nem saberia do acontecido. Obrigada.

INÁCIO ARAÚJO
Folha de São Paulo

 Não sei nem o que dizer, mas gostaria de partilhar meu sentimento. O Cozzatti era o amigo do Sul, dava vontade de ir a Gramado só para conversar com ele. Era inteligente, caloroso, fraterno, um conhecedor profundo, mas nunca pomposo do cinema. Embora não conversasse com ele há anos, sabê-lo lá no Sul me deixava de algum modo reconfortado. Azar, azar o nosso. Estou realmente muito triste. Vamos em frente.

ADILSON MARCELINO
www.mulheresdocinemabrasileiro.com
 Caro Carlão, Que tristeza! Eu não conhecia o Cozzatti pessoalmente, mas adorava lê-lo. É mesmo uma tristeza para todos nós.

MILTON DO PRADO
http://olhodehochelaga.zip.net/
(parcial)
 Recebi a notícia ontem de noite e ainda estou transtornado.
 Conheci o Cozzatti em 1994, quando cheguei a Porto Alegre. Saía do cinema com uma amiga, que o conhecia, e o encontramos no estacionamento do shopping. Durante o percurso do elevador até o carro, o cara falou de uns três filmes diferentes que ele tinha visto ultimamente e puxou da pasta um texto que ele estava escrevendo (posso estar enganado, mas acho que era sobre Speed, que ele detestava). Ao entrar no carro, minha amiga soltou: "esse Cozzatti é um chato".
 Pois bem, depois disso encontrei Cozzatti centenas de vezes, tivemos várias conversas, muitas discussões, fomos parceiros em algumas empreitadas, entramos em desacordo 200 vezes. Não era difícil ouvir de alguém a mesma frase que minha amiga disse naquele dia. Mas, para quem era mais atento, era fácil achar uma explicação para isso. O Cozzatti era apaixonado por cinema, estava em tudo que era lançamento, participava de todas as discussões que podia, não se negava a conversar com ninguém que parasse ao seu lado, estava informado sobre quase tudo do cinema recente, lia, se reciclava, mas não deixava nunca de defender seus pontos de vista.
 É de uma sessão do Raros uma das últimas lembranças que tenho do Cozzatti. Eu tinha sido chamado para comentar o La Jetée, do Chris Marker e um filme surpresa, que vinha a ser o Di, do Glauber. Obviamente, esse último atirou todas as atenções. Comecei minha exposição tentando relativizar um pouco a importância do Glauber e o quanto existia de expressão e de publicidade naquele curta. Presente na platéia, Cozzatti foi de encontro ao que eu dizia, defendendo Glauber como uma figura única, que não encontrava eco em ninguém na cultura nacional dos dias atuais. Parte da platéia discutiu com ele, inclusive alguns alunos meus da época. Dias depois, esses alunos vieram falar comigo e, obviamente, comentar como aquele cara era chato, uma "viúva" do Glauber. Ficaram putos comigo porque eu o defendi, dizendo que era um chato legal, e que sua defesa do Glauber não era nada óbvia.
 Não éramos próximos, mas tenho a sensação de pertencer à mesma família cinéfila de Porto Alegre que estava sempre pronta para ver e comentar os filmes. Tenho certeza que, na próxima sessão dos Raros que eu presenciar, vou sentir falta dele para provocar o debate.

MARCUS MELLO
Revista TEOREMA
 É, Carlão, uma tristeza isso. Na quinta-feira, dia 2, fui visitá-lo no hospital. Ele estava na UTI, inconsciente, todo entubado, mas eu tinha certeza de que ele iria sair dessa (estava já há um mês no hospital,  agüentando firme), até porque, conhecendo o Cozzatti, ele não iria perder todos aqueles filmes que tinham estreado na cidade nas últimas semanas.
 Infelizmente, não deu.
 Sabia que eu descobri os teus filmes através dele? Li uma crítica que ele fez sobre o Amor Palavra Prostituta e, alguns dias depois, o filme entrou em cartaz em um cinema pornô lá de Santa Cruz do Sul (onde eu morava na época), o Cine Astro. Lembro até hoje daquela sessão e tenho essa e muitas outras críticas dele guardadas comigo.
 Vou sentir muita falta dessa figura, era uma das pessoas com quem eu mais conversava sobre cinema. E também foi ele quem mais me incentivou a fazer crítica, quando eu resolvi começar a escrever sobre cinema, em 2002. Essa é outra coisa que eu nunca vou esquecer, a generosidade e o apoio dele ao meu trabalho, em todos os momentos, mesmo quando divergíamos de opinião sobre algum filme. Grande Cozzatti, por que ir embora tão cedo?

RODRIGO CAPELLA
http://www.cineminha.com.br/
(parcial)
 Durante muitos anos, Luiz César Cozzatti foi um dos críticos gauchos mais respeitados do meio cinematográfico. Vários de seus textos foram publicados no jornal Zero Hora, conquistando vários leitores.



Escrito por Carlos Reichenbach às 20h14
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   MAIS UMA PERDA EM 2006

COZZATTI, O AMIGO GAÚCHO

 Confesso que o impacto gerado pelo e-mail de Marcus Mello, me deixou inerte por vários minutos. Pensei imediatamente em escrever um post para o REDUTO a respeito da minha admiração pelo notável crítico gaúcho, cuja cultura cinematográfica me surpreendeu tanto quando nos conhecemos, lá pelos idos dos nos 70. Lembro de ter falado muito ao amigo Jairo Ferreira a respeito de Cozzatti e quando Ferreira leu os textos críticos dele, imediatamente incluiu em seu livro CINEMA DE INVENÇÃO.

 Assim como nosso outro grande amigo, o Dr. Luiz Ribas, Cozzatti era um "psiquiatra louco por cinema", daqueles raros garimpeiros de autênticas pepitas cinematográficas. Ficamos amigos, não só por ele gostar irrestritamente de AMOR, PALAVRA PROSTITUTA e FILME DEMÊNCIA, mas - e sobretudo -  por uma "descoberta" mútua: SCANNERS, de Cronemberg, numa época em que o cineasta canadense era uma incógnita.

 Cozzati vai ficar na minha memória como daqueles raros "irmãos de universo" que cultivamos para sempre por comprenderem o mesmo dialeto da cinefilia.

 Como o falecimento de Cozzatti provocou impacto ainda maior em seus amigos mais próximos achei oportuno reproduzir os e-mails que recebi.

 Caros Amigos,
 É com muita tristeza que comunico a morte do crítico de cinema gaúcho Luiz César Cozzatti, ocorrida no último sábado, dia 4 de fevereiro, em Porto Alegre. Grande figura, cinéfilo dos mais apaixonados, ser humano de uma generosidade ímpar, Cozzati nos deixa cedo demais (tinha apenas 55 anos).
 Se há algum sentido na vida, agora ele deve estar em lugar repleto de cinemas, assistindo a todos os filmes do mundo.

Marcus Mello

MORRE LUIZ CÉSAR COZZATTI

 Médico psiquiatra de apenas 55 anos, Luiz César Cozzatti era um apaixonado por cinema. Integrava a comissão de seleção
do Festival de Gramado há muitos anos, tendo sido presidente dela em diversas oportunidades, além de jurado do festival. Ao lado de nomes como Hiron Goidanich, nos últimos anos ele foi um dos principais articuladores de Gramado. Também integrou o Clube de Cinema de Porto Alegre, colaborou (mesmo que informalmente) com várias outras iniciativas na área de cinema e, como crítico, assinou textos em inúmeros jornais e publicações voltadas para o cinema no RS, principalmente a Zero Hora. Além disso, Cozzatti foi o primeiro responsável pela coluna "Cinéfilo", de APLAUSO, entre os anos de
1999 e 2000 (depois a coluna passou a ser assinada por Fatimarlei Lunardelli e, finalmente, por Marcus Mello). Ele sofria de mediastinite. Foi internado
no dia 1º de janeiro e, depois de passar dias em coma induzido, morreu por "falência múltipla dos órgãos". Transcrevo abaixo e-mail coletivo do atual presidente do Clube de Cinema de Poa.
Daniel Feix - Editor da Revista Aplauso

Luiz César Cozzatti, crítico de cinema, associado do Clube de Cinema de Porto Alegre, médico psiquiatra especializado em medicina do trabalho, médico do Ministério do Trabalho, participante do comitê de seleção de filmes em curta e longa metragens do Festival de Gramado e jurado da competição de filmes latinos no festival de 2005, faleceu ontem, dia 04/02/2006, de infecção generalizada e falência múltipla de órgãos, às 22 horas na UTI do Hospital Santa Clara, no Complexo da Santa Casa.
 Foi enterrado no Cemitério João XXIII às 15 horas de hoje, 05/02/2006.
 A missa de sétimo dia será na sexta-feira próxima, em local e hora a serem definidos.
 Não é bom ser portador de más notícias; não é sequer bom mandar uma notícia desta para pessoas que não conheceram o Cozzatti e a influência que ele teve sobre o cinema gaúcho. Éramos inimigos inseparáveis, no sentido em que competíamos para ver quem via mais filmes e discutíamos sobre tudo. Era um Grenal permanente: ele com a Teoria do Autor e eu, com este rascunho de teoria que eu pomposamente chamo de Coletivo Criativo. O fato é que eu o encontrei bem duas semanas antes do fim de ano, na Livraria Cultura, comprando livros diferentes que o Goida tinha nos indicado. Ao nos encontrar-mos dissemos ao mesmo tempo: "Por que está me perseguindo?"
 E tivemos aulas com o Donaldo Schüler sobre filosofia, mitologia, e jantas, e discussões e mais discussões.
 E, no Sindicato, sempre nos falávamos sobre esta doença insidiosa que acomete os bancários: a LER - lesão por esforços repetitivos, que muitos médicos insistem em não reconhecer. Participávamos dessa luta também.
 Perdi um inimigo inseparável (É claro, este é o título de um filme sobre segunda guerra mundial com David Niven e Alberto Sordi).
Paulo Daisson Gregório Casa Nova
Presidente da Gestão 2005/2007 do Clube de Cinema de Porto Alegre



Escrito por Carlos Reichenbach às 12h32
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