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INVENTÁRIO III - ADENDOS E COMENTÁRIOS
OUTRAS PERFORMANCES ANTOLÓGICAS DO CINEMA BRASILEIRO
Como nem todos costumam ler os comentários dos posts, seguem abaixo algumas contribuições dos leitores e do editor do blog que buscam enriquecer este "inventário".
Sergio Andrade, do site KINOCRAZY (http://kinocrazy.blogspot.com): Antônio Fagundes em "A Próxima Vítima", Sergio Hingst em O Quarto", José Mojica Marins em "O Profeta da Fome", Wilson Grey em "O Segredo da Múmia", Monique Lafond em "Retrato Falado de uma Mulher sem Pudor", Nuno Leal Maia em "Ato de Violência", Carlo Mossy em "Copacabana me Engana", Carla Camuratti em "O Olho Mágico do Amor", Adilson Barros em "A Marvada Carne", Carlos Evelyn em "Hans Staden", Cacilda Becker em "Floradas na Serra", Carlos Vereza em "Memórias do Cárcere", Beth Mendes em "Os Amantes da Chuva", Ana Beatriz Nogueira em "Vera", Kate Hansen em "As Deusas" e Antero de Oliveira em "Cara e Cara" e "Matou a Família e foi ao Cinema"."
Pedrita, do blog MATA HARI [http://mataharie007.zip.net] comenta: Eu acrescentaria a Leandra Leal em "A ostra e o vento". E nesse mesmo filme, Fernando Torres... Também acrescento Alice Braga em "Cidade Baixa"; Lilian Taublib em "Crime Delicado; Simone Spoladore e Osmar Prado em "Desmundo"... Não sei quem é André Villon. Vou tentar descobrir. Amei "Bonitinha mas Ordinária". André Villon é um veterano ator de teatro (já falecido), que trabalhava (se não estou equivocado) muito com a Eva Todor (foi integrante do grupo"Eva e seus Artistas"). Villon tinha o rosto vincado, a popular "cara de abacaxi" que tanto personaliza certos atores como Tommy Lee Jones, por exemplo. Assim como Fregolente, André Villon pode ser considerado um autêntico ator "rodrigueano". Na antiga (e subestimada) versão de BONITINHA, MAS ORDINÁRIA (de J P de Carvalho - também conhecido como Billy Davis) ele fazia o personagem Peixoto (na versão mais recente, de Braz Chediak, interpretado pelo também formidável Milton Moraes).
Eduardo Aguilar, do blog A REBELDIA, O SONHO E O CINEMA ( http://cinerebeldia.zip.net/) aponta: Eu estava olhando de novo sua lista masculina prá ver se constava o Anselmo no filme do Person, confesso, passei noites tendo pesadelo quando era adolescente e vi o filme na TV (surpreendente em se tratando da época da ditadura militar!!!), aquela cena com o bebê é aterrorizante, e muito se deve ao Anselmo, mas enfim, em razão de checar o Anselmo, que está lá na sua lista, me dei conta da ausência do Jofre Soares. É isso mesmo?? Tem vários atores excepcionais que não aparecem na lista (mesmo porque a lista é de PERFORMANCES ANTOLÓGICAS e não dos "Maiores Atores do Cinema Brasileiro") ou mesmo outras interpretações geniais de atores citados no inventário, que não foram apontadas porque me restringi a um único filme por profissional.
Chico Pasolini [http://benditosfilmes.blogspot.com/]: Como fã do imensurável talento dos nossos astros e estrelas, gostaria de humildemente contribuir com os seguintes nomes: - Miriam Pires em ALELUIA, GRETCHEN - Miriam Muniz em MAR DE ROSAS - Wagner Moura em DEUS É BRASILEIRO - Paulo Guarnieri em AMOR BANDIDO - Matheus Nachtergaele em O AUTO DA COMPADECIDA - Douglas Silva em CIDADE DE DEUS - Estelita Bell em ÓDIO - Jofre Soares em O PREDILETO - Oduvaldo Viana Filho em UM HOMEM SEM IMPORTÂNCIA - Thelma Reston em OS SETE GATINHOS - Gero Camilo em BICHO DE SETE CABEÇAS
As escolhas, pelo editor, dos filmes de cada ator citado obviamente são de cunho pessoal e subjetivo. Marcélia Cartaxo, por exemplo, é sempre lembrada por A HORA DA ESTRELA; mas, na minha opinião, ela está formidável mesmo em MADAME SATÃ e DEZESSEIS ZERO SENTENTA, de Vinícius Mainardi. Infelizmente Jofre Soares, José Dumont, Nelson Dantas e vários outros atores importantes ficaram fora da relação. Eu mesmo sinto falta, por exemplo, de STÊNIO GARCIA, que está magistral como Miguel Metralha, em O PORNÓGRAFO (de João Callegaro) e/ou como o "pelado" enlouquecido de GUERRA DOS PELADOS, de Sylvio Back. Outra ausência marcante é a de FLÁVIO MIGLIACCIO, como o "covarde que vira macho" em A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA. Passa o tempo e a gente vai lembrando de uma ou outra performance magnífica e percebe que o empreitada é quase uma armadilha. O expediênte de ter "fechado" a lista em 60 atuações definitivas foi uma sáida cruel, mas necessária. Mesmo assim não dá para passar batido por intervenções luminares como - a bem lembrada por André Setaro (http://www.setarosblog.blogspot.com/) - Sonia Dutra, em UM RAMO PARA LUIZA, Gracinda Freire, em TRES CABRAS DE LAMPIÃO, Pagano Sobrinho, em A ESTRADA (de Oswaldo Sampaio), Esther Mellinger, em SEARA VERMELHA, Luely Figueiró, em NORDESTE SANGRENTO, Mauro Mendonça, em DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS, Ana Maria Magalhães, em O DIABO MORA NO SANGUE, Zaira Zambelli, em A DIFÍCIL VIAGEM, a participação pontual de Debora Duarte, em A MENINA DO LADO, a nudez deflagradora de Marina Montini, em PECADO MORTAL, Jardel Filho, em RIO BABILÔNIA, Roberto Bonfim, em TERROR E ÊXTASE, a deslumbrante Fatima Antunes, em CAÇADA SANGRENTA, Jonas Bloch, em O DIA DA CAÇA (ou O PARAÍSO PROIBIDO), Anselmo Vasconcelos, em A REPÚBLICA DOS ASSASSINOS, a impressionante Maria Silvia, em PERDIDA (Carlos Prates Correia), Carlos Gregório, em BAIXO GÁVEA, André Valli, em O VAMPIRO DE COPACABANA, Stepan Nercessian, em BARRA PESADA, David José, em PAPO AMARELO (episódio de Moisés Kendler, em OS MARGINAIS), Aramis Trindade, em BAILE PERFUMADO, Serafim Gonzalez, em AS FILHAS DO FOGO, Liza Vieira, no episódio O ARREMATE (de Eduardo Escorel, em CONTOS ERÓTICOS), a estréia fulminante de Elizângela, em O ENTERRO DA CAFETINA, Lucy de Carvalho, em GRITO DA TERRA (de Olney São Paulo), Paulo Gracindo, em TUDO BEM, etc, etc, etc.
Entre tantos etceteras, há uma performance que merece ficar para sempre nos anais do cinema moderno, nativo e experimental:
GARACY RODRIGUES (o Guará), em MEMÓRIAS DE UM ESTRANGULADOR DE LOIRAS, de Júlio Bressane.
Escrito por Carlos Reichenbach às 11h13
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