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SESSÃO ÚNICA DO COMODORO NO CINESESC
Ao fazer dois anos, a Sessão do Comodoro, no dia 05 de julho, deixa de apresentar as suas tradicionais sessões duplas para se concentrar mensalmente em apenas um único e raro filme. Na noite de seu aniversário irá mostrar a restauração de um autêntico clássico: "PANDORA AND FLYING DUTCHMAN", produção inglesa de 1951, em magistral tecnicolor, dirigida pelo mais erudito dos diretores americanos, Albert Lewin.

OS AMORES DE PANDORA Pandora and the Flying Dutchman (1951) Cópia restaurada, falada em inglês, com legendas em francês Inglaterra - 120 minutos roteiro e direção - Albert Lewin diretor de fotografia - Jack Cardiff montagem - Ralph Kemplen música - Walter Donaldson elenco James Mason, Ava Gardner, Nigel Patrick, Sheila Sim e Harold Warrender
RESUMO Uma pessoalíssima interpretação da lenda do "Holandês Voador". Em uma pequena cidade postuária da Espanha, durante os anos 30, surge Hendrick van der Zee, o misterioso capitão de um iate, que intriga e seduz a cantora Pandora Reynolds, deslumbrante mulher capaz de enlouquecer os homens, que se suicidam e matam por seu amor.
COMENTÁRIO Esquisitez, elegância, lirismo e um retorno aos mitos são algumas das características da estranha, apaixonante e singular filmografia de Albert Lewin. Com apenas seis filmes no curriculo, Lewin é comparado aos melhores "cineastas literários", como Dieterle, Mamoulian, Ophuls e Michael Powell. PANDORA é um autêntico filme fetiche, um cult absoluto que permaneceu em cartaz em Paris, num cinema do Quartier Latin, por quase trinta anos. Lewin enxergava o cinema como a arte mais próxima da pintura. Seus enquadramentos e a paixão pelos mitos o aproximava bastante de Orson Welles. "El caso de Albert Lewin es excepcional, un ejemplo de observador del alma humana con amplios saberes arqueológicos, artísticos y mitológicos, poseedor de un profundo conocimiento de los clásicos de la Literatura. Hesíodo, Omar Khayyám, Oscar Wilde, Somerset Maugham, Francis D'Autheville, Guy de Maupassant, etc., aparecen en sus guiones una y otra vez ligados de una manera íntima a la realidad visual de sus obras. Su cine no es sino una puesta en escena de los recursos literarios más seductores aprehendidos en infinidad de lecturas y volcados en una nueva forma, la cinematográfica, con un enriquecimiento plástico como pocas veces ha conocido el Séptimo Arte." - DAVID FELIPE ARRANZ (Julio 2005)
DICAS URGENTES
Um site de cinema obrigatório para pesquisa - com vários links essenciais - http://www.mastersofcinema.org/
Site com músicas dos filmes de Yasushiro Ozu em MP3 http://www.ozuyasujiro.com/resources/OzuMP3s.htm
MENSAGEM DO MAESTRO GUILHERME VAZ SOBRE POST REFERENTE A RUSS GARCIA
"Estes arranjadores são geniais e hoje em dia quando estamos na era "NEANDERTHAL" da musica dominada por teclados japoneses, que riem batem palmas e tocam automático, sem ninguém precisar aprender onde está o dó no saxofone, onde até os arranjadores não sabem mais transportar uma melodia em dó para um clarinete em si bemol, e pedem ajuda de maquininhas que funcionam com pilhas raiovaque de radinho, estes arranjadores ainda são mais gigantescos. O Nelson Ridlle é um cobra insuperável no que diz respeito as cordas. Nunca vi um trabalho tão limpo e tão sonante como o dele. Nada é desnecessário. Isto os arranjadores brasileiros precisam aprender porque são uns tagarelas natos: muita nota, pouca música. Por falar nisso, conheço um arranjador em São Paulo que tem um "livro de receitas" de "combines" sonoros, todos eles clichês (sic) assinados pelos arranjadores americanos.
Escrito por Carlos Reichenbach às 13h56
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Fantástica
EXCLUSIVO O GENIAL RUSS GARCIA E OUTRAS PÉROLAS (especial para Nikola Matevski)

Este foi um dos LPs preferidos dos sonoplastas das rádios brasileiras na década de 60. Manancial inesgotável de atmosferas estranhas, ótimas para serem usadas em novelas e programas de mistério e terror, FANTÁSTICA alçou o maestro e arranjador Russ Garcia - ou Russell Garcia, conforme a certidão de nascimento (autor das antológicas trilhas sonoras dos filmes "A Máquina do Tempo" e "Atlantis, the Lost Continent", ambos de George Pal) - ao panteão dos experimentadores maiores da música contemporânea. Infelizmente só foi possível extrair seis faixas de FANTÁSTICA, por isso foram escolhidas as mais representativas e de teor mais original, inventivo e climático. "Possibly you think of Russ Garcia solely as a superb jazz arranger. In Hollywood, he is equally acclaimed as a film composer and a symphony man." - Jazz Profissional Garcia "inventou" o som do espaço e dos "outros mundos"; de certa forma pode ser considerado um dos pais (senão, "o pai") do gênero Space Age Pop. Como bom pioneiro da vida e dos timbres, Garcia, em determinado momento e no auge de seu sucesso como arranjador, abandonou os estúdios de gravação e a competição diária pela sobrevivência para se dedicar exclusivamente a jovem esposa e ao barco onde empreendeu voltas ao mundo. Em 1999 estava morando na Nova Zelãndia, muito feliz da vida: “I do a few concerts in New Zealand (now my home). They don’t pay much but I love it there. I used to write music for money. Now (with Bahai faith) I want to do good in the world. We use our talents for the good of others. We teach life skills. We teach 100 kids trustworthiness, honesty, self–esteem. We teach them sneakily, with music.” http://www.jazzprofessional.com/interviews/Russ%20Garcia.htm Para ler mais sobre RUSS GARCIA: http://www.spaceagepop.com/garcia.htm
OUTRAS FAIXAS Completei a seleção de 12 tracks com outras gravações fundamentais do período. Está inclusa a leitura de Russel para o já clássico "Delicado", de Waldir Azevedo. Russell esteve no Brasil e ficou impressionadíssimo com a música do país. Quando voltou aos Estados Unidos gravou outro LP antológico: CARIOCA.
 Inclui quatro pérolas dos magistrais e prolíficos Les Baxter e Nelson Riddle e uma formidável versão percussiva de Don Tiare para "Sunrise At Kowloon", de Baxter.
LINK PARA DOWNLOAD http://rapidshare.de/files/24238712/Russ_Garcia_e_outras_perolas.zip.html
Escrito por Carlos Reichenbach às 02h04
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Algumas
MENSAGEM DO MAESTRO GUILHERME VAZ SOBRE O DOWNLOAD DAS MÚSICAS DE DAVID DUNN E AKIO SUZUKI
Caro Reichenbach, que presente raro! Este disco é uma proposta conceitual raríssima, de uma "DELICADEZA" a toda prova. Os budistas arcaicos e também os místicos do deserto não gostavam muito de "música", no sentido comum da palavra, e isto está no zen da ilha do Japão - Cipango, creio, para os antigos - porque eles acham que a música espanta os pássaros e faz barulho na grande harmonia da floresta e eu concordo com eles. Toda música legitima conduz para o silêncio e não para outra música, nunca. Ela não "acumula" mas subtrai um outra música, e coloca o silêncio, ou recoloca o silêncio. Portanto, a arte legítima conduz para o silêncio da arte, porque se completa, e assim como a medicina fundamental conduz o seu próprio procedimento para a ausência de medicina (esta é a medicina legítima). Neste ponto abaixo das classificações, a arte e a ciência estão parelhas e perfeitamente juntas. Pertencem à mesma dinâmica semântica; mesmíssima. Quanto a flauta de pedra, lembro os ensinamentos de Walter Smetak.
REPETECO DO LINK http://rapidshare.de/files/23353552/DAVID_DUNNE_AKIO_SUZUKI.zip.html
DEMÊNCIA EM CURITIBA

Reichenbach ao lado de Fernando Severo e da atriz Carolina de Fauquemont, que está no elenco de "Corpos Celestes", longa metragem de Severo e Marcos Jorge.

O editor do REDUTO e o editor do blog PERDIDO NA TRADUÇÃO.
(fotos de Marloon Della Bruna)
Foi um sucesso a sessão inaugural do Cineclube Kino-Glaz, no teatro do Sesc Curitiba. Foi uma grata oportunidade em reencontrar amigos queridos (e talentosos) como Fernando Severo, Fábio Santiago, conhecer amigos virtuais (via REDUTO) como o escritor J. Olympio [www.osaldaterra.com.br], Marloon Della Bruna [http://perdidonatraducao.zip.net] e conversar (e desfrutar a hospitalidade) com todo o pessoal ligado ao evento; em especial, o jornalista Nikola Matevski. De sobra, ainda dei sorte e consegui degustar uma iguaria da terra: o famoso "barreado", com farinha e banana. Foi "tudo de bom"; juro!
Escrito por Carlos Reichenbach às 01h50
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