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Avant-Trailer 14
FALSA LOURA - ALTO ASTRAL
Fotos de cena - Luciana Benaduce Figueiredo

Rosanne Holland e Priscila Dias.

Cauã Reymond e Carlos Reichenbach.

Vanessa Prieto (de boca tampada), Suzana Alves e Priscila Dias.

Um raro instantâneo: o grande "gaffer" (o "braço direito" do diretor de fotografia) brasileiro Marquinhos Noronha, que como neto de índios verdadeiros raramente se deixa fotografar, pousou gentilmente ao lado da assistente de direção Alethea Silvestre.

O editor "limpou a barra" com a "patroa" Lygia Reichenbach (que não gostou nem um pouco dos seus "fetiches" publicados neste blog) pousando ao lado do ídolo Maurício Mattar.

Carol Ghidetti Costa (estagiária de direção que, ao lado de Daniel Tonacci e Gustavo Leite, coordenou a ação de mais de 250 figurantes por mais de duas semanas), o diretor-assistente Daniel Chaia e a continuista Letícia Tauffenbach, em um raro momento de descontração no tenebroso dia das refilmagens na frente da "Casa de Silmara".

Rosanne Holland, Carlos Reichenbach, "El Índio" e a doce "Butique" da Estância Maristela, em Tremembé (a verdadeira origem dos Estúdios Maristela, de Mário Audrá). Não parece, mas "Butique" está sorrindo, grávida e feliz, prontinha para dar um coice lateral em algum espertinho que tocar em sua barriga. A sorte é que os humores temperamentais da simpatíssima égua só foram revelados após as filmagens de suas cenas com Rosanne e Maurício Mattar.
VALE A PENA REPRODUZIR
Segue abaixo o post de Marcos Nogelli a respeito de Cauã Reymond.
Reichenbach, moro em Macaé (RJ). Estive no Rio até a noite de sexta, e na de quinta fui no Teatro Leblon, Sala Fernanda Montenegro, ver "Essa Juventude", que no rodízio de elenco, trazia naquela encenação, o Cauã Raymond (que alterna com Caio Blat). Achei peça mais ou menos, mas fiquei impressionado com o Cauã, melhor até que a Simone Spoladore - que é ótima. Usa de um naturalismo aparente, mas que esconde uma composição sutil, de um sujeito frágil, o que é muito claro, mas por de trás de toda a porralouquice, ingênuo e pueril. Vi pouco ele naquela novela, e não vi o ainda até hoje não estreado "Odiquê", de um jovem Joffily (filho ou sobrinho do José), que tá pronto há uns 3 anos, né (passou num Festival do Rio)? Por ora, só digo que seus elogios à ele devem fazer sentido, se em "Loura" ele estiver tão bem quanto no palco. Aguardarei. Marcos Nogelli
Escrito por Carlos Reichenbach às 23h13
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Curral de Projetos - Parte 01
SÔBRE FILMES FUTUROS - PARTE I

Conforme os amigos e fiéis do REDUTO deverei estar mergulhando nos próximos meses nos roteiros de ORIENTE O ANJO PARA A CRUZ e/ou AS VESTAIS INSURRETAS. O curioso da empreitada é que (em ambos) estarei retomando um veio presente em meu episódio do longa metragem AUDÁCIA! ("A Badaladíssima dos Trópicos X Os Picaretas do Sexo"), de 1969, e que eu evitei sistematicamente, nos últimos anos: o meta-cinema, tendo um (a) cineasta como protagonista. Aos 61 anos ando tendo o desejo de olhar para trás e amarrar "algumas pontas soltas" pelo caminho. Como disse o poeta no final de SANGUE CORSÁRIO (meu curta metragem, de 1979, sobre contracultura): "O importante não foi o que eu fiz, mas o que eu deixei de fazer.". ORIENTE O ANJO PARA A CRUZ tem como imagem sintagmática um seio de mulher que verte leite sobre uma cruz. Conversando algum tempo atrás com Arthur Omar a respeito das seqüelas de nossa formação católica-cristã chegamos ambos a conclusão que continuávamos fascinados pela figura de Maria; isso muito antes de Abel Ferrara fazer seu filme de três horas de duração. A cineasta Maria Vargas ("remember" A Condessa Descalça?), de ORIENTE, foi inspirada em uma companheira (por quem eu fui obviamente apaixonado) dos anos 60, que havia abandonado o hábito religioso aos 17 anos e com quem empreendi uma viagem de carro pelo interior do Estado, que me obrigava a parar em locais ermos para esvaziar os seios lotados de leite, fruto de uma gravidez interrompida no oitavo mês. Lembro ter vivencialmente pessoalmente a mesma situação que havia me impressionado no último dos filmes de Tomu Uchida sobre o espadachim Myamoto Musashi (Shinken Shobu - 1971): um herói adulto, viril e quase inexpugnável se descobre inútil e fragilizado à frente de uma mulher que, submetida horríveis dores nos seios abarrotados de leite, corre por um bambuzal e ajoelha-se no meio do mato e faz jorrar abundantemente os últimos sinais de outra vida que ainda mantém no corpo. Só uma mulher que tenha vivenciado tão intensamente o sentimento de perda poderia entender a história de um teólogo fervoroso que abandona a batina quando se descobre médium e que transgride ao levar a fé às últimas consequências (tema do filme que Maria Vargas vai filmar). A mitologia de Maria nos faz compreender que o ato supremo da renúncia, antítese aparente da transgressão, pressupõe perdas. Renúncia e transgressão são experiências extremas que aproximam o ser humano do sagrado; quem não as viveu intensamente em algum momento da vida, não merece "o sono da razão".
AS VESTAIS INSURRETAS fala de transgressão e também de perdas, no caso de alguma parte do corpo, do organismo ou substância essencial. Fala também dos micro-fascismos ("O fascismo e outros sistemas totalitários, incluindo o totalitarismo liberal do capitalismo democrático, são baseados nos micro-fascismos cuja estrutura, formas, desinformação, manipulação e modas controlam o nosso quotidiano dentro do seu complexo de controle."). Assim como o ator e dramaturgo Ênio Gonçalves (o protagonista imaginado para AS VESTAIS INSURRETAS) eu também fui ressuscitado em um hospital e para continuar vivendo tive que tirar pequenos pedaços do meu corpo para subtituir outro necrosado (no caso, as artérias do coração). É óbvio que a metáfora é o maior manancial deste projeto. Mas estão nas palavras de Sócrates pinçadas pelo amigo e pensador J. C. Ismael, em seu magnífico livro "Sócrates e a Arte de Viver" (Editora Ágora) o verdadeiro cerne destes dois projetos fílmicos: "O transgressor não necessita justificar seus atos porque, desconhecendo o sentimento de culpa, pratica a mais elevada forma de liberdade...", ou ""Viver com seriedade e ao mesmo tempo não se levar à sério são conceitos complementares...", ou "Preparar-se para a morte é o contrário de sua negação: é transformá-la numa companhia, tendo-a sempre presente na vida diária, como se fosse um sagrado aprendizado cujo ápice talvez seja submergir num sono eterno, sem nenhum sonho a perturbá-lo.", ou ainda (e sobretudo) "Quem se aproxima dos umbrais da arte poética sem o delírios que as Musas provocam, julgando que apenas pelo raciocínio será bom poeta, será um poeta imperfeito, pois que a obra poética inteligente se ofusca perante aquela que nasce do delírio.". Imagine-se então um criador enfermo que se isola num paraíso (parafraseando Jorge de Lima: "Vinde vós da cidade para o campo, onde existe a aventura da malária!"), para escrever seu inventário de vida e é obrigado a conviver pacificamente com seus maiores fantasmas e desafetos, que despencam como moscas no seu promontório, numa trégua absurda com os tais micro-fascismos. A única saída para o "pobre diabo" não meter uma bala na cabeça é se abraçar com suas musas imaginárias, duas vestais insaciáveis que se alimentam de sua alma, de sua carne e seu esperma.
Marcos Nogelli - Em breve vou falar do que se trata 12 FENÔMENOS, que somatiza alguns outros projetos não roteirizados; como, por exemplo, "Formosa e Reacionária", "Letícia Bonaparte", "Uma Bomber" e "Adolpha". Vou falar também de meus "projetos kropotkianos" não vingados como A REBELDIA É UMA MULHER (que imaginei para que eu e Hermano Penna, dois enfartados, protagonizássemos - no papel de dois septuagenários professores de botânica - ao lado de duas ninfetas deliciosas e infernais - que fazem "cola" nas coxas), A PROPRIEDADE NÃO É PRIVADA (inspirado nos saudosos anarquistas da editora Germinal que estudavam esperanto aos 80 anos) e VOA BABY, VÔA (Fly Baby, Fly), sobre uma seita de cheiradores de éter. Fique certo, tem muita munição para canhão nesta cabeça desvairada....

Escrito por Carlos Reichenbach às 14h44
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Sessão Única do Comodoro
HORÁRIO ESPECIAL NA SESSÃO ÚNICA DO COMODORO DE DEZEMBRO
Quarta-feira, dia 13 de dezembro, às 23 horas, a Sessão Única do Comodoro vai homenagear o escultor, miniaturista, animador e gênio absoluto dos efeitos especiais, Ray Harryhausen, exibindo O MONSTRO DO MAR REVOLTO (It Came From Beneath the Sea - 1955), de Robert Gordon, com legendas em português, um dos filmes fetiches do falecido crítico Rubem Biáfora. Robert Gordon é o mesmo diretor do já antológico FERAS SANGUINÁRIAS (Black Zoo). As senhas gratúitas devem ser retiradas com meia hora de antecedência na bilheteria do CINESESC.

BREVE NAS SESSÕES ÚNICAS DO COMODORO: DOIS CLÁSSICOS DE MICHAEL POWELL!!!! SAIBA PORQUE MARTIN SCORCESE E GEORGE A. ROMERO CONSIDERAM MICHAEL POWELL O SEU CINEASTA DE REFERÊNCIA.
Escrito por Carlos Reichenbach às 11h28
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