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Filmagens em POA e Recomendação de Leitura
DAVI PINHEIRO REALIZA O PRIMEIRO LONGA DE HORROR GAÚCHO

Rafael Kerber, Zumbí Maquiavel e Davi de Oliveira Pinheiro (de costas). Maquiagem do artista plástico Ricardo Ghiorzi.
“Porto dos Mortos” começa filmagem (da divulgação da produtora) A produtora V2 Cinema iniciou as filmagens do primeiro longa-metragem de horror da história cinematográfica do Rio Grande do Sul, “Porto dos Mortos”. Dirigido pelo cineasta porto-alegrense Davi de Oliveira Pinheiro, o filme mistura terror e policial em uma viagem sombria pela Capital gaúcha, inspirada pelo cinema setentista de William Friedkin (“Operação França”) e George A. Romero (“Zombie: O Despertar dos Mortos”) e pelo faroeste de Sergio Leone (“Três Homens em Conflito”). Com previsão de estréia para o dia dois de novembro de 2008, o primeiro trailer estará disponível a partir do dia 15 de junho na Internet e cinemas da Capital. “Depois de ‘Porto dos Mortos’, o pôr-do-sol do Guaíba nunca mais será o mesmo”, promete o diretor. Maiores informações pelo e-mail portodosmortos@v2cinema.com. A primeira captação foi realizada em locações no Cais do Porto, no dia 12 de maio, de onde serão extraídos os primeiros trailers de divulgação. “Com estas primeiras amostras esperamos atrair parceiros, investidores e público para a continuidade do projeto, caso contrário, faremos na ‘raça’ mesmo”, prevê Davi de Oliveira Pinheiro. Rodado em HDV, “Porto dos Mortos”, que tem como título internacional “Beyond the Grave”, será um longa-metragem com todas as qualidades técnicas exigidas pelos amantes do cinema, promete o diretor. “Não se usa os poucos recursos como desculpa para fazer um filme fraco, ou com tendências ‘trash’, mas sim como um desafio”, avalia o cineasta. Em “Porto dos Mortos”, o ator porto-alegrense Rafael Kerber encarna o policial linha-dura Lockheart, que parte em busca de vingança contra o assassino serial Adam. Lockheart percorre a bordo de seu carro, um Maverick preto, uma Porto Alegre pós-apocalíptica, onde enfrentará mortos vivos e marginais sanguinários, além de seus próprios demônios interiores. Davi de Oliveira Pinheiro é o criador do Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Diretor dos curtas-metragens gaúchos “O Combate” (2005) e “O Beijo Perfeito” (2007), é roteirista do curta-metragem paulista “Ex Inferis” (2002), e produtor dos longas-metragens de documentário “Ato de Vida” (2007) e “Histórias de Fronteiras” (2008).
QUEM SÃO OS VERDADEIROS PIRATAS?
Vale a pena ler a entrevista de Cláudio Prado - do Ministério da Cultura - na revista virtual CULTURA E MERCADO, a respeito de quem são os verdadeiros piratas da música.
http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=4&pid=2860
FESTIVAL DE CANNES 2007
Acompanhe as avaliações dos críticos franceses, à respeito dos filmes em competição no Festival de Cannes, através deste endereço:
http://cannes.lefilmfrancais.com/?page_id=12
Escrito por Carlos Reichenbach às 00h42
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Imagens da Noite
GUILHERME VAZ REALIZA FILME fotos de Heloá Fernandes
O compositor e maestro Guilherme Vaz está realizando seu primeiro filme, HAMLET CALIGARI LA NOCHE MISTICA, sobre os três "mitos" do cinema (Hamlet, Caligari e a Noite Física, propriamente dita). Vaz afirma que se trata de um fime todo noturno, inteiramente no escuro, onde a luz são grãos de trigo na Etiópia, que também se dá num dos grandes textos do Ocidente La Noche Mística, de Juan de la Cruz - que por sua vez remete à Salomão, no "Cânticos". Trata-se na verdade de uma versão expressionista do Cântico dos Cânticos, na escuridão da América sertânica, aliada radicalmente aos recursos das câmeras experimentais atuais, junto a corujas outros seres estranhos, aliada a uma noçâo de sublime. Guilherme conta com a colaboração do grupo Fora da Lei de Cinema Experimental de Goiânia. "Pessoal extremamente dedicado e competente que já possui uma serie de filmes experimentais." Seguem abaixo algumas imagens impressionantes da primeira e inédita experiência de Vaz com a direção de cinema, cuja estréia poderá vir acontecer em uma Sessão Especial do Comodoro, no CineSesc.



GUILHERME VAZ POR JOSÉ SETTE
"Folhetadas" por José Sette Disco na Vitrola. Recebi do meu amigo Mario Drumond um cd “O Anjo sobre o verde” do músico Guilherme Vaz. Conheci pessoalmente o Guilherme na casa do cineasta Sérgio Bernardes, na década de 70, durante a produção de Madrepérola, um dos seus filmes ocultos. Havia na casa-estúdio um piano de parede onde ele diariamente criava os mais extraordinários climas melódicos e cinematográficos (usando, a maneira de Cage, a percussão do piano) que seriam depois usados na trilha do novo filme. Tudo era gravado em um Nagra estéreo do nosso amigo paulista Dude Gupper. Sua música, seus improvisos, sua sensibilidade profunda, sua observação aguçada pelos ruídos naturais que nos envolviam na solidão da mata isolada da grande planície de Jacarepaguá, me encantaram, desde que assisti a sua primeira apresentação, pensei logo: este é o mais extraordinário musico de vanguarda, pianista e improvisador que o Brasil possui. O Anjo Nasceu do Júlio Bressane foi sua primeira trilha de cinema. Nunca mais me encontrei com Guilherme. Sei que o som do seu instrumento musical é único, não há como compará-lo a um outro músico que eu conhecesse. Além de compositor, tocava maravilhosamente. Possuidor de uma técnica invejável, de uma sensibilidade à flor da pele, o som do piano velho de parede da casa do Serginho soava como um Steinway ou um Bechstein na mão do jovem artista que o tratava dedilhando o seu teclado com estremo carinho, delicadíssimo, pianíssimo, e o seu som, a sua música, fluía como um condutor do pensamento sagrado percorrendo o silêncio daqueles momentos que antecedem a ação quando a casa está cheia e barulhenta. A sua prosa enigmática, ilustrada por improvisos musicais, provocava, sem metáforas, o silêncio dos pássaros. Lembrava-me, pois, do Guilherme melodioso, tonal, da figura magra, do mago criador de um novo som que me encantou, por sua inteligência e erudição, o que me fez respeitá-lo como sendo, acima do músico, um grande artista. Peguei o pacote que havia recebido do correio e com uma curiosidade incontrolável, rasguei o plástico, retirei o cd e coloquei o “disco na vitrola”. O folder que acompanhava o cd saiu sozinho da capa dura de plástico e caiu no chão no tempo suficiente para eu pegá-lo e iniciar, amplificada, a primeira peça musical gravada no disco: O Anjo sobre o verde. A palavra escrita veio com a primeira nota musical, ou melhor, com milhares de sinos ressoando ao lado de uma densa massa sonora que me lembrou o som das ondas quebrando na praia. O mar. A Gênese. Compondo com maestria as formas abstratas, misturando-as aos poucos num crescendo à massa, surgem sons desconhecidos, uma língua morta, vidas artificiais, um ser eletrônico que nos apregoa o nascimento do salvador - I Love Supreme - surge no nada, no corte abrupto, no silêncio. Depois sinos. O eterno retorno. Repetem-se sinos. Eleva-se e desponta, com força, um mantra - um som grave que se projeta em espiral até o infinito. De novo o silêncio. O disco é uma viagem a outros mundos. Buraco de minhoca varando a terra. Ouço lendo: onde a palavra é música a poesia é imagem, como nos mostra Danilo Mondoni na contra-capa do cd: “Simão, o velho, o primeiro estilista, passou 30 anos sobre uma coluna nas proximidades de Antioquia... Os dendritas viviam em árvores; os adamitas andavam nus; os sarabaítas conviviam numa mesma cela, sem superior e sem regra; os girovagos perambulavam pelos mosteiros, como hóspedes (lembro-me agora do meu amigo Guará); os pascolantes vagueavam pelos campos, os inclusos fechados nas celas e os acemetas ou insones rezavam ininterruptamente”. Esse é um disco que deveríamos ouvi-lo na hora em que o nosso espírito maltratado por tantas iniqüidades pede descanso. É genial! Quando essa massa sonora em constante transformação se aproxima do som nordestino e popular - na faixa 4 - Fronteira Ocidental - onde se busca, nos textos sonoros desconhecidos, voz e harmonia, climas e imagens, através de belíssimas e diferenciadas repetições de sons orientais - este sincretismo sonoro nos proporciona um sentimento inigualável de felicidade. Dor e Prazer. Na faixa 5 - Phantera Onca - ele sai da mata e dos rios caudalosos do nosso paraíso perdido, para se aproximar da mitologia escandinava e germânica, das três divindades guerreiras que poderiam ser as amazonas, as mensageiras de Odim - deus da guerra e da sabedoria - referenciadas com arranjos de trombone, tuba, percussão e cordas. Ouço o disco inteiro - uma, duas, três vezes - e tenho certeza: é um disco fundamental, possuidor de uma escrita misteriosa, onde se entrega a alma e se ouve acalma. É arte brasileira de primeira. Parabéns Guilherme Vaz.
Escrito por Carlos Reichenbach às 01h26
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O Retorno
DE VOLTA À ILHA VIRTUAL
Amigos e fiéis do blog, fiquei sem comunicação virtual por duas semanas porque a fiação elétrica do meu prédio inteiro foi substituida. Deu um problema de retorno, assim que religaram a força, e o conversor do meu Virtua queimou.
 O editor do blog e o jornalista e poeta Rodrigo Capella, no lançamento do livro POESIA (NÃO) VENDE.
NOVOS ENDEREÇOS PARA OS LINKS DA OLHOS LIVRES
Os endereços da jornalista Aurora Miranda Leão site e blog recheados com notícias da sétima arte. Aurora de Cinema www.auroradecinema.com.br Blog da Boreal http://auroraleao.zip.net
Site do Cineclube Equipe http://www.cineclubeequipe.blogger.com.br
Película Digital http://pelicula-digital.blogspot.com/
Sessão da Tarde (Marcelo Holanda) www.ex-filmes.blogspot.com
Dolcíssima http://dolcissima.zip.net
ALGUÉM SABE QUE FILME É ESSE? "Comodoro, preciso de uma ajuda para identificar um filme que me marcou a infânica. Passava muito no sbt e era sobre um casal com uma filha que ficam presos em casa, pois há paredes de tijolos bloqueando portas e janelas. Em todos os objetos da casa aparece um mesmo símbolo e os personagens descobrem que tem uma espécie de tatuagem dessa mesma figura. Ao fim é revelado que eles (e a casa) eram brinquedos de uma garota de outro planeta." - Bickle
UM NOVO POEMA DE FÁBIO SANTIAGO Orfeu na Melancolia (Fabio Santiago) Descolore o lado de cá da vida O lado lírico Deixe pra lá os que não tem palavra Que comem sem fitar tristemente o vazio Condenado Orfeu na melancolia Não cante para os ouvidos falsas esperanças Não plantem em solo úmido sementes tão secas Desregra o traço, bebe no copo que transborda. Louco pálido, anjo da devassidão.
Em seu descaso planto meus gerânios.
Linha de aço contínua cerol gritado no céu Linha limítrofe a serra Brilho do ferro e a chegada do trem
Devoro o seu traço, a sua métrica, prolongo o seu gingado alimento-me.
Um trago na sua língua comprida ninfa volumosa, doce Eurídice.
Desperta homem em sua manhã grená. Desperta do seu sono Apaga todos os seus sonhos da noite Oculta também os seus sonhos do dia Desperta miserável!! Amarra a lucidez cética. Embarca na solidão dos loucos
Loucos líricos, bêbados incandescentes, devassos, devoradores de formas, amargos, ausentes
No fim da linha o silêncio mutuo
Imensidão parada, os sons esparsos. Ancora em seu condado de seios pontiagudos
Antes da partida um silencio sem adeus. O trem que não parte O dia que não se faz, as palavras sem verdade As promessas que não tem jeito, fim da linha, trilho enferrujado. Canta Orfeu canções tão tristes Dilacera os ouvidos das ninfas e dos deuses Não olha para trás para não perder o amor Vai Eurídice padecer no colo da serpente.
Escrito por Carlos Reichenbach às 11h46
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