Um filme-surpresa e o visionário

TOQUE RÁPIDO: SURPRESA!

 Quem diria, Christopher Nolan fez um belo filme!
 Aluguei o DVD de O GRANDE TRUQUE desconfiadíssimo e ao final de seus 130 minutos fui obrigado a "engolir a língua". Se tivesse que resumir em uma única palavra - à moda do guia da Folha - o que achei do filme, o adjetivo certo seria: "classudo".
 Elegante, inteligente e denso, "The Prestige" é isento dos fricotes de montagem que abundavam nos filmes anteriores de Nolan, além de confirmar Christian Bale como um dos melhores (e mais inteligentes, conforme os extras do DVD) atores americanos de sua geração e recuperar a memória e o mito do genial inventor e visionário Nikola Tesla, personificado - com magnitude - por David Bowie.
 O GRANDE TRUQUE desponta já como um dos melhores filmes lançados comercialmente em 2007.
 Quem diria!

 David Bowie como Nikola Tesla, em "O Grande Truque". Christopher Nolan batalhou muito para tê-lo no filme.


NIKOLA TESLA - O GÊNIO ESQUECIDO

 No início do século 20, um imigrante sérvio chamado Nikola Tesla lançou o mundo numa nova era graças às suas invenções. No entanto o seu nome é praticamente esquecido hoje em dia, apesar dos avanços que devemos à sua genialidade. A corrente alternada, o rádio, a luz fluorescente, o controle remoto e até mesmo a robótica. Tudo isto evidenciado em um conjunto de mais de 700 patentes. Em 7 de janeiro de 1943, aproximadamente às 22:30 hs, em meio a guerra, Nikola Tesla morreu esquecido num pequeno quarto do Hotel New Yorker enquanto, lá fora, a cidade vivia e brilhava iluminada pela corrente alternada. Este era o seu legado. Um mundo movido a base desta extraordinária energia.
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Legado
 As habilidades mentais de Tesla requerem alguma menção, desde que, não somente ele tinha uma memória fotográfica, como também possuía a habilidade de usar uma visualização criativa com uma intensidade fantástica. Ele descreve em sua autobiografia, quão hábil ele era para visualizar um aparato em particular, testá-lo realmente, desmontá-lo e checá-lo, para que funcionasse na prática! Durante a fabricação de suas invenções, ele trabalhava com todos os planos e especificações em sua cabeça. O invento, após ser montado sem nenhuma modificação, funcionava perfeitamente. Tesla dormia apenas uma ou duas horas por dia, e trabalhava continuamente em suas invenções e teorias sem descanso e sem tirar férias. Podia avaliar as dimensões de um objeto ao centésimo de polegada, e realizar difíceis cálculos em sua cabeça, sem ajuda de régua de cálculo ou tábuas matemáticas. Muito longe de ser um intelectual em sua torre de marfim, ele tinha muita consciência do mundo à sua volta, fazia questão de tornar acessíveis as suas idéias ao público em geral, através de freqüentes artigos escritos para os jornais, e em seu próprio âmbito, através de palestras e artigos científicos.
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A bobina de Tesla
 Dentre os inventos produzidos por Tesla, o mais popular, e atribuído a ele, é sem dúvida a bobina de Tesla. Esta consiste num transformador sintonizado capaz de gerar tensões muito elevadas. Diversas referência a esta podem ser encontradas na rede. Seguem referências para dois destes sites: Matt Behrend's Tesla Coil Web Site e Feira de Ciências - A bobina de Tesla
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O rádio
 Quarenta anos mais tarde, a Suprema Corte Americana decide que Guglielmo Marconni havia copiado o seu sistema de rádio das patentes que Tesla já possuía sobre o mesmo invento e que Tesla é que realmente havia descoberto a transmissão sem fio.

Para ler mais sobre Nikola Tesla
http://www.rincon.com.br/Paginas/Nikola%20Tesla.htm
http://www.umanovaera.com/conspiracoes/Tesla.htm

NIKOLA MATEVSKI INFORMA
 "Assino embaixo sobre Tesla. Ano passado comemoraram os seus 150 de nascimento com bastante barulho e politicagem na Servia e Croácia. A Radio B92 de Belgrado, cidade que tem o único museu dedicado ‘as invenções de TesLa, fez um apanhado bastante completo em um site especial no link:
http://www.b92.net/eng/special/tesla/life.php
 O embate com Edison e impressionante gerou algumas extravagâncias impressionantes como esse vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=dxaUNa5W0Bg) que mostra Edison eletrocutando um elefante para provar os “perigos da corrente alternada”.
 Enfim, Tesla era um grande gênio e um péssimo capitalista... ps. Orson Welles tambem se impressionava muito com Tesla.
 Se lembro bem, fez o papel de J.P. Morgan em um telefilme iugoslavo dos anos 80. Nunca vi."



Escrito por Carlos Reichenbach às 15h29
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   Na paralela

CANNES POR OUTRAS VIAS
Conforme Fernando Ferreira do EXPRESSO (Portugal)

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TARANTINO
 "Death Proof" só não é o melhor filme americano do século XXI porque… é um filme do século XXII! Influenciado, não pelo futuro, mas pelos anos 70. Tarantino realizou uma obra-prima do outro mundo: caiu o Carmo e a Trindade em Cannes, "acabou-se" o festival. Palma de Ouro, já!
 Prisioneiro do modelo de cinema que criou (estas heroínas "punks" são afinal uma versão feminina do "gang" de Cães Danados), Tarantino sorri e, desta vez, vai muito longe. Death Proof, coisa que não se pode dizer dos dois Kill Bill, investe a cem por cento em cada segundo da sua duração, sem querer mostrar uma grama a mais do que o que tem para dar. Nada aqui é símbolo, metáfora, psicologia: apenas um gesto genial de humor e acção. Death Proof é uma superfície de vanguarda que desfigura e sincroniza, em simultâneo, uma iconografia "seventies" e uma hipótese para o cinema de amanhã. É um filme de pilhagem e tensão constante, um poço de força a transformar o velho em novo: talvez o único justo herdeiro de Andy Warhol.
Não há Palma de Ouro mais justa do que esta para Cannes 2007 (mas estará o Júri à sua altura?), não há filme mais importante para discutir nos próximos tempos. Obra-prima absoluta.
 - Sobre "Death Proof" vale a pena ler também o comentário de Eduardo Valente, na CINÉTICA, que - por sinal - está fazendo uma ótima cobertura do festival:
http://www.revistacinetica.com.br/cannes07tarantinovansant.htm

KAR-WAI
 My Blueberry Nights, primeira aventura americana de Wong Kar-wai (toda a sua carreira foi feita em Hong-Kong), esgota-se por completo no virtuosismo do seu gesto estético. A primeira parte do filme coloca Jude Law e a cantora Norah Jones (estreia-se aqui como actriz) num bar de Nova Iorque.
 Porque contamos com esta displicência a (magríssima) história do filme? Porque este, afinal, nada tem para contar ao mundo para além da sua sinopse: é só um «décor», um ambiente de «pop» ligeira pronto a mastigar e a digerir, como as tartes que Norah Jones encontra no bar de Jude Law. A partir de In the Mood for Love, Wong Kar-wai tornou-se um luxo asiático para inglês ver. O realizador de Hong-Kong parece estar a viver (e a filmar) o romance da sua própria vida, o seu lugar ao Sol na coqueluche do meio artístico. Tornou-se num cineasta sem qualquer ponta de interesse. A imprensa "da moda", essa, continuará a defendê-lo. Resta saber até quando.

ZOOFILIA NA QUINZENA
 O melhor filme (até agora) da «Quinzena dos Realizadores» passou em Sundance, é também americano e traz um eco de escândalo. Chama-se Zoo, vem assinado pelo estreante Robinson Devor e foi construído a partir de factos verídicos.
 Um pacato pai de família tem uma vida sexual secreta: é zoófilo. A sua «paixão» por um cavalo (não é necessário fazer desenhos para perceber…) levou-o a uma morte horrível (por hemorragia interna) e a notícia chocou o mundo.
 O «fait-divers» levou a América a alterar a sua legislação sobre a zoofilia e a considerá-la um crime grave, punido com prisão. Não se pense que o filme é exibicionista ao ponto de mostrar o excesso que ninguém quer ver. Pelo contrário, o que temos aqui é um gesto de cinema incrivelmente púdico sobre o silêncio dos que praticam a zoófilia.
 De certa forma, Zoo é um filme-inquérito sobre as suas próprias impossibilidades de se tornar um filme, pois ninguém quer dar a cara e assumir o desvio da bestialidade. O resultado é uma espécie de documentário onírico, com a banda imagem e a banda som a trabalharem sobre duas matérias opostas. Um dos filmes mais livres que pudemos ver nos últimos anos.



Escrito por Carlos Reichenbach às 11h40
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   Notas

JAIRO FERREIRA E O CINEMA DE INVENÇÃO
NA TV UNIVERSITÁRIA

 O "Arquivo em Movimento" desta semana homenageia um grande nome do cinema brasileiro. Crítico, cineasta, ator, fotógrafo e jornalista, Jairo Ferreira abriu novos horizontes para o audiovisual com o seu "Cinema de Invenção".
 O programa entrevista alguns de seus amigos e colegas de profissão: Paulo Sacramento, Carlos Reichenbach, Inácio Araújo e Alessandro Gamo.

Canal 11 NET ou 71 TVA

dia 24/maio - de quinta para sexta
03:30 UNICSUL AM 31 Arquivo em Movimento

07:00 UNICSUL AM 31 Arquivo em Movimento
15:30 UNICSUL AM 31 Arquivo em Movimento
19:00 UNICSUL AM 31 Arquivo em Movimento

de Sábado para Domingo - 26/27 de Maio
03:30 UNICSUL AM 31 Arquivo em Movimento
Domingo
15:30 UNICSUL AM 31 Arquivo em Movimento



ELA ESTÁ PARA CHEGAR!

 Juliana, minha primeira neta, no ventre de Eleonora, aguarda os próximos meses para emitir os seus primeiros berros libertários.



Escrito por Carlos Reichenbach às 18h05
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   Primeira Visão

UM FILME CARAÍBA: BÁRBARO E NOSSO

 Mariah Teixeira, na sequência mais sublime de "Baixio das Bestas"

 Em "Telefonema", Oswald de Andrade elogia José Lins do Rego, mas faz algumas ressalvas: "O Brasil precisa de carne na sua literatura em crescimento. Há um Brasil marcado pela carne do flagelismo. É o que eu chamo de ciclo da Bagaceira, onde a obra de José Lins do Rego fulge como um látego social...". Oswald encerra as páginas do capítulo citando o autor de "Banguê": "Todo romance é um caso íntimo que se faz público como um escândalo. Mas escândalo que é igual às Escrituras, que vale como poder da verdade contra o silêncio e o medo dos pusilânimes.".
 A referência cabe como uma luva para o novo filme de Cláudio Assis, "Baixio das Bestas"; coincidentemente dedicado ao filme "Menino do Engenho", de Walter Lima Jr, adaptado do já histórico romance de José Lins.
 O texto de Oswald data de outubro de 1947 e o flagelismo em nada mudou, conforme as enérgicas imagens de Assis. Aliás, o "fenômeno" da decadência dos engenhos de cana não é mais privilégio do nordeste; "Baixio das Bestas" poderia ter sido filmado no interior de São Paulo, em qualquer cidade pequena próxima a Ribeirão Preto, que sua verdade continuaria absolutamente crível.
 Para início de conversa, "Baixio das Bestas" é um filme magistral; ácido, doloroso, implacável e carnal. É a tradução imagética da poesia semibárbara de Celso de Alencar, o mais contundente de nossos poetas nordestinos e atuais.
 Há um plano específico que exemplifica à perfeição onde transborda a poesia no filme de Assis: um treminhão (aquele caminhão enorme que transporta cana de açúcar) cruza uma estrada de terra que serpenteia o canavial, levantando vasta poeira e revelando a protagonista adolescente que caminha na direção contrária carregando uma trouxa de roupa na cabeça; a garota senta à sombra de uma árvore e observa a terra castigada pelo cultivo da cana. O plano é longo como que esperando a poeira baixar e o ruído local voltar a dominar o ambiente. Nada mais acontece, mas poucas vezes em filmes nacionais recentes o país foi mostrado de maneira tão visceral. O país da cobra grande; o Brasil caraíba.
 Assim como na poesia de Celso de Alencar, irrompem também em "Baixio das Bestas" os herdeiros da sífilis, os filhos bastardos dos falidos senhores de engenho, figuras abjetas de futuro abissal que passam o dia se masturbando e seviciando mulheres miseráveis.
 No delírio poético de Alencar transitam as enxadas, os suores, a ausência de Deus, o cio da terra, as mil varas e as bocetas. Em "Baixio das Bestas" o sexo é também fruto da miséria do corpo, onde um velho (Heitor) cafetina a própria neta (Auxiliadora) para concluir a obra de uma fossa em seu terreno.
 Na seqüência mais antológica do filme, a casa do velho é invadida por figuras míticas e folclóricas locais e a desgraça de Auxiliadora é vingada num desfecho superlativo e arrebatador.
 Entre os rostos mais conhecidos do público destaque absoluto para a ousadia da atriz Dira Paes, que protagoniza - com magnitude - a seqüência mais repulsiva e crucial do filme. Assis não tem pudor em "pegar pesado" ao expor a fragilidade das rameiras de beira de estrada e a torpeza dos "agro-boys". No entanto, são os atores estreantes que roubam a atenção do filme; em especial Mariah Teixeira (Auxiliadora), Fernando Teixeira (o avô) e, sobretudo, Irandhir Santos (Maninho), que dá credibilidade absoluta à habitualmente capciosa caracterização de bêbado.
 O Brasil filmado por Cláudio Assis cheira a cachaça amarga, esterco pútrido, o fedor do sumo do bagaço mergulhado nas fossas ou o odor de merda que exalam as olarias em produção. Nesse sentido, impossível não lembrar do capítulo final de "O Estrangeiro", de Plínio Salgado, onde o personagem encosta a orelha na terra, como que "ouvindo" o país, e exclama: "È o Brasil!". As imagens de "Baixio das Bestas" transpiram Brasil; o Brasil que Rogério Sganzerla definia como a terra do homem recalcado, submisso e subserviente, e onde "as mulheres ruins - estigmatizadas pelo tifo venéreo - ficam sem leite", conforme o poeta Augusto dos Anjos.
 Só para finalizar esse rápido comentário, que não faz jus (e nem pretende) ao grande filme que é "Baixio das Bestas", vale a pena comparar a polêmica criada pela revista Piauí, que execrou o filme à mesa de um restaurante burguês, com a resposta de Oswald de Andrade à Adonias Filho, no capitulo "À Sombra dos Cretinos em Flôr", no mesmo "Telefone" citado no início: "Evidentemente não é cômodo atacar jovencitos truculentos, mal educados e geralmente geniais... (para) aquele que se fecunda à sombra espichada da propina e do abraço, entre redação, cafezinho e noturnas manipulações de sonho de solteiro.".



Escrito por Carlos Reichenbach às 02h14
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   Respostas

TIRANDO DÚVIDAS

QUE FILME É ESSE?
 "Comodoro, preciso de uma ajuda para identificar um filme que me marcou a infânica. Passava muito no sbt e era sobre um casal com uma filha que ficam presos em casa, pois há paredes de tijolos bloqueando portas e janelas. Em todos os objetos da casa aparece um mesmo símbolo e os personagens descobrem que tem uma espécie de tatuagem dessa mesma figura. Ao fim é revelado que eles (e a casa) eram brinquedos de uma garota de outro planeta." - Bickle

MIGUEL EFE RESPONDE
http://rwww.associacaoamiga.blogspot
 "O filme, na verdade, é um episodio da excelente serie "the twilight zone", uma série ainda a preto e branco. O nome exato do episodio eu não me lembro."

MARCOS ANTON NOGELLI INFORMA
 "O episódio a qual Bickle se refere não é este do “The Twilight Zone”, e sim, pela descrição (o símbolo nos objetos), a refilmagem de 1986 de “Five”, chamada “Child’s Play” (tal como o título original daquele belo filme que legou ao mundo o personagem Chucky, “Boneco Assassino”), de uma série que teve duração curta, a “Hammer House of Mystery & Suspense”, e cujos poucos episódios – bem ao estilo da emissora – o SBT reprisou à larga nos anos 80."

 "The Twilight Zone" (1959-1964) e "The Outer Limits" (1963-1965) foram duas das melhores séries de tv já produzidas.
 "The Twilight Zone" (no Brasil, "Além da Imaginação"), criação de Rod Serling, teve episódios dirigidos por Mitchell Leisen, Robert Parrish, Buzz Kulik, Lamont Johnson, Richard Donner, Ted Post, Joseph M. Newman, Boris Sagal, Christian Nyby e até dois segmentos sob o comando de Don Siegel.
 "The Outer Limits", concebida e produzida por Joseph Stefano (roteirista de "Psicose) e Leslie Stevens ("Incubus"), teve episódios dirigidos pelo próprio Stevens, Gerd Oswald (diretor elogiadíssimo pelo Cahiers du Cinema), Byron Haskin (do magistral "Selva Nua"), Charles F. Haas e László Benedek.
 Em "Além da Imaginação", destaque absoluto para o episódio "Miniature", escrito por Charles Beaumont, dirigido por Walter E. Grauman e protagonizado por Robert Duvall, sobre um homem solitário que se apaixona por uma miniatura de um museu de bonecas.



Escrito por Carlos Reichenbach às 11h47
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   Toque Rápido

O LIVRO QUE ROBERTO CARLOS NÃO QUIS LER

 Sinceramente, não dá para entender porque Roberto Carlos fez questão de vetar o trabalho de Paulo Cesar de Araújo.
 Interditado nas livrarias mas disponiblizado na Web por sites, blogues e comunidades do Orkut, "Roberto Carlos em Detalhes" mostra um extenso trabalho de pesquisa do autor e uma admiração irrestrita do mesmo pelo biografado.
 O livro, ao ensaiar um inventário precioso sobre quatro a cinco décadas, vai muito além da mera biografia pontual. Na verdade, Paulo Cesar foi até discreto em excesso com o seu ídolo. Aspectos mais íntimos da vida de Roberto são sempre tratados com extremo cuidado e em momento nenhum o autor é desrespeitoso.
 O que torna o livro instigante é a propecção do entorno do cantor: o seu tempo, suas referências, seus amigos pessoais, a "militância" ao avesso, os compositores que escolheu, o seu staf pessoal, os colegas de infência e juventude, as musas inspiradoras e as famosas ideossincrasias.
 Há revelações essenciais sobre o encontro de Roberto com Caetano Veloso em Londres; sobre o fato do delegado Fleury ("o Carcineiro") ter sido - ocasionalmente - chefe da segurança pessoal do cantor; a respeito da"vida dupla" de seu compositor mais constante (excetuando-se a parceria com Erasmo) Carlos Colla, que escondeu durante algum tempo sua profissão de advogado (e, especialmente, de defender obstinadamente prisioneiros políticos); o "imbroglio" provocado pela música "O Tempo Vai Apagar", composta por Renato Barros (Renato e seus Blue Caps) em cima de uma audição equivocada de "A White Shide od Pale" e cuja assinatura de autoria ele cedeu ao irmão Paulo Cesar, para que esse pudesse comprar um apartamento, e que, devido a um posterior equívoco, causou a separação de ambos por mais de 20 anos; sobre as circunstâncias absurdas da morte trágica do cantor-compositor Milton Carlos; e muito, muito mais.
  O livro aguça também a espectativa de um biografia sobre o ogro macunaímico Carlos Imperial, que batalhou muito por Roberto Carlos no início da carreira.
 Volto a falar do livro assim que acabar de "degustá-lo".  "Roberto Carlos em Detalhes" é daqueles raros casos de obras biográficas que retardamos o máximo o desfecho de sua leitura em favor do deleite e da descoberta.

E.T. - O pesquisador Paulo César de Araújo é autor de um outro livro imprescindível "Eu não sou cachorro, não (Música popular cafona e ditadura militar)".



Escrito por Carlos Reichenbach às 16h06
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