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Acervo Socializado
PROCURA-SE DESESPERADAMENTE!

Será que algum dos leitores do blog possui este LP antológico?
Russ Garcia, um compositor, maestro e arranjador excepcional que firmou seu nome em Hollywood, casado com uma baiana muito mais jovem e, que hoje reside na Nova Zelândia após passar mais de dez anos viajando pelo mundo em seu barco particular, gravou este disco no final da década de 50. A faixa "Delicado" (composição de Waldir Azevedo) é um tesouro.
DELICADO eu vou "socializar", mas gostaria imensamente de ouvir e acrescentar o LP inteiro em meu acervo pessoal e disponibilizá-lo para os amigos do REDUTO. Russ Garcia - Delicado http://www.4shared.com/file/20304831/4810521c/Russ_Garcia_-_Delicado.html
BONUS - Russ Garcia e Nelson Riddle foram dois dos maiores maestros e arranjadores das décadas de 50 e 60. Como bem afirmou o nosso Guilherme Vaz, "homens de poucas notas e muita música". A faixa bônus desta postagem é um clássico, PORT AU PRINCE, que os fanáticos do rádio cansaram de ouvir no início dos anos 80 como background de vários spots publicitários de lojas de móveis. Boa viagem! Nelson Riddle - Port Au Prince http://www.4shared.com/file/20304988/d3fa5944/Nelson_Riddle_-_Port_Au_Prince.html
UMA RELÍQUIA ABSOLUTAMENTE FORA DE CATALOGO

Em pesquisa recente descobri que um dos mais belos discos orquestrais já gravados, COME SATURDAY MORNING, nunca foi lançado em cd e mesmo os raros Lps (os tradicionais bolachões) disponíveis estão no acervo de pouquíssimos colecionadores espalhados pelo mundo afora. Não fossem os blogs de compatilhamento seria impossível ter acesso ao melhor da parceria Jackie Gleason & Bobby Hackett.
http://www.badongo.com/file/3799926
Escrito por Carlos Reichenbach às 00h23
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Pre-Estréia
ANOTAÇÕES BREVES SOBRE OS FILMES DE ONTEM Foto de Cena: Lucas Van de Beuque

CONCEIÇÃO: Pirandello e os personagens em busca dos autores, num bar de Niterói. Cinema, cachaça e chacina: carnaval na lama.
No mínimo inusitada a escolha do curta metragem JONAS E A BALEIA, de Felipe Bragança, para abrir a pré-estreia de CONCEIÇÃO, no CineSesc, no aniversário de um ano da revista virtual CINÉTICA. Somente o fato de ambos os filmes serem realizados por alunos e ex-alunos do curso de cinema da Universidade Federal Fluminense, e terem sido produzidos pela própria, justifica o programa. JONAS é um dos curtas metragens mais rigorosos vistos nos últimos anos. Rigoroso no mesmo sentido formal, e de homeopático conteúdo, que diferencia o cinema de Victor Erice de todo cinema espanhol. Não por acaso, várias imagens de JONAS remetem ao visual saturado e o grafismo de ESPÍRITO DA COLMÉIA. Surpreende saber que o filme de Bragança foi realizado com câmera de vídeo digital e ter obtido resultados tão próximos aos contrastes buscados por Luis Cuadrado, no filme de Erice. Após esse jato de concisão e austeridade, uma descarga torrencial de deboche e anarquia. CONCEIÇÃO tem todos os defeitos e as qualidades dos filmes em episódio (e aqui está falando alguém que já passou quatro vezes pela experiência), embora nem seja um filme do gênero. O longa metragem da UFF leva ao pé-da-letra a "nossa incapacidade de copiar", como dizia Paulo Emílio. Aliás, o filme não copía nada; mas digere tudo. Começa como uma homenagem explícita a Nelson Pereira dos Santos (fundador da UFF) e AMULETO DE OGUM e termina evocando DI, de Glauber Rocha, com a mulher nua de véu negro trafegando pelo cemitério. Tem de tudo em CONCEIÇÃO: de Chaplin a Lucio Fulci. Mas de todos os cineastas antropofagicamente "saudados" no filme coletivo, o que mais chama a atenção é a cordial e negligente informalidade dos filmes de David Neves. Afinal, quem sabia filmar conversas de bar de maneira tão carinhosa, displiscente, livre e solta quanto essas que costuram CONCEIÇÃO? É preciso enxergar o filme da UFF com os mesmos "olhos livres" com que é preciso rever FULANINHA e JARDIM DE ALAH para podermos melhor degustá-los. CONCEIÇÃO revisita os fantasmas queridos do "Bar da Líder", da década de 60, e do Ponto 4, em São Paulo, sem saudosismo inócuo. O clima é de chachada e não de filme chapa-branca. Jairo Ferreira definiria CONCEIÇÃO como "um filme anarcozerodeconduta", que leva ao paroxismo todas as vertentes da autocrítica e da saudável molecagem iconoclasta. Emblemático um dos planos finais, onde o professor João Luiz Vieira (ex-diretor do curso de cinema da UFF) aparece dando um esporro crítico nos realizadores do filme e sai de cena como motorista da kombi-ambulância que acaba de recolher os cadáveres dos próprios. No mais, a quem se dispor a descobrir daqui algumas semanas (o filme entra em cartaz no Rio e em São Paulo) esse autêntico "filme Wally", com o desejo da prospecção das insuspeitadas influências e das assumidas "homenagens", bom apetite! CONCEIÇÃO é fina iguaria para todos que estudam ou amam o cinema e não se levam à sério demais.
EM TEMPO - Fernando Campos teria adorado CONCEIÇÃO!
Escrito por Carlos Reichenbach às 14h00
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