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Rápida
UMA PÉROLA DO CINEMA INOCENTE

Não sei se foi o Julio Bressane ou o crítico e cineasta Alain Bergala (ex-Cahiers du Cinema) quem afirmou: "qualquer filme do mundo, por pior que seja, tem pelo menos uma centelha de genialidade. Na minha recente prospecção de cinema de gênero, por conta de uma série de documentários que estou planejando, tenho me deparado com fragmentos luminares em títulos insuspeitados. Zulawski andou fazendo alguns filmes chatos p´ra cacete ("Boris Gudonov", a ópera filmada com histeria, é um vestibular de tolerãncia), mas basta ver uma única sequência de "La Femme Publique" para perceber um talento descomunal e desgovernado. Em meio ao auto-retrato de um cineasta pretensioso e despirocado, Zulavski ressalta o fulgor da deusa Valerie Kaprinski. Em certo momento a personagem, ao pousar em movimento para uma série de fotos de teor erótico, inicia uma dança desvairada. Completamente nua, Kaprinski, que parece ter recebido a pomba-gira na hora da filmagem, dispara a dançar furiosamente. Contam-se nos dedos as jovens mulheres (ou bailarinas) - de qualquer parte do mundo - que poderiam ousar expor de tal forma o corpo, os músculos, as saliências e reentrãncias. Um momento mágico, subime e raro, de èxtase extremo. A seqüência mereceria estar presente em qualquer antologia séria do erotismo no cinema mundial.
ANJOS SUBVERSIVOS

Por falar em filmes que abordam a questão da criação cinematográfica e da sexualidade, impossível deixar de recomendar com entusiasmo ANJOS EXTERMINADORES, de Jean-Claude Brisseau, p´ra mim - e de longe - um dos melhores filmes lançados em 2007. A mesma antologia citada acima deveria ser acrescida de alguns fragmentos do filme de Brisseau. Ao colocar na tela sua resposta às atrizes que o processaram por incitá-las ao constrangimento em "Coisas Secretas", Brisseau esgota alguns assuntos tabús do machismo universal. Os anjos de Brisseau prescindem da presença do homem para alcançar o orgasmo; talvez seja esta a razão do incômodo provocado por suas extenuantes (e belas) cenas de masturbação feminina. O excesso que conduz a sabedoria (como diria Blake) faz de "Les Anges Exterminateurs" uma obra subversiva (e única no cinema frances atual).
Escrito por Carlos Reichenbach às 13h04
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Toques
FRANCISCO CESAR FILHO MANDOU AVISAR
FilmeFobia: blog acompanha as filmagens "FilmeFobia", longa-metragem de Kiko Goifman, está em filmagem - e um blog registra os passos dessa radical experiência cinematográfica. De autoria do roteirista Hilton Lacerda, o diário de filmagem - que permite que acompanhemos fóbicos enfrentando suas fobias - pode ser acessado através do endereço www.filmefobia.com.br. "FilmeFobia" tem participação de Jean-Claude Bernadet, Kiko Goifman, Hilton Lacerda, Cris Bierrenbach e Livio Tragtenberg.
BRASILEIROS NA 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo *** Competição 5 FRAÇÕES DE UMA QUASE HISTÓRIA, de A. Mendz, C.Azzi, C.Abud, G.Fiúza, L.Gontijo e T.Bahia A CASA DE ALICE, de Chico Teixeira A ILHA DA MORTE, de Wolney Oliveira A VIA LÁCTEA, de Lina Chamie AINDA ORANGOTANGOS, de Gustavo Spolidoro CONDOR, de Roberto Mader CORPO, de Rossana Foglia e Rubens Rewald ESTÔMAGO, de Marcos Jorge HERÓIS DA LIBERDADE, de Luca Amberg INDO.DOC, de Leondre Campos / BRASIL LADO B - COMO FAZER UM LONGA SEM GRANA NO BRASIL, de Marcelo Galvão LÍNGUA DE BRINCAR, de Gabriel Sanna e Lucia Castello Branco MEU BRASIL, de Daniela Broitman MEU NOME É DINDI, de Bruno Safadi MUTUM, de Sandra Kogut O BANHEIRO DO PAPA, de Enrique Fernández e César Charlone O GRÃO, de Petrus Cariry O SIGNO DA CIDADE, de Carlos Alberto Riccelli OS QUATRO ELEMENTOS EM SI OU O GURU SELVAGEM, de André Martinez PQD, de Guilherme Coelho QUER SABER?, de Paulo de Tarso Disca SEM CONTROLE, de Cris D'amato
*** Perspectiva
* longas-metragens ANDARILHO, de Cao Guimarães BRIGADA PÁRA-QUEDISTA, de Evaldo Mocarzel DESERTO FELIZ, de Paulo Caldas DIÁRIO DE SINTRA, de Paulá Gaitán ESTÓRIAS DE TRANCOSO, de Augusto Sevá FUGA SEM DESTINO, de Afonso Brazza JARDIM ÂNGELA, de Evaldo Mocarzel JOGO DE CENA, de Eduardo Coutinho JUÍZO, de Maria Augusta Ramos MARÉ, NOSSA HISTÓRIA DE AMOR, de Lucia Murat MEMÓRIA PARA USO DIÁRIO, de Beth Formaggini NOME PRÓPRIO, de Murilo Salles O CINEMA DOS MEUS OLHOS, de Evaldo Mocarzel OLHO DE BOI, de Hermano Penna ONDE ANDARÁ DULCE VEIGA?, de Guilherme de Almeida Prado OTÁVIO E AS LETRAS, de Marcelo Masagão PEQUENAS HISTÓRIAS, de Helvécio Ratton PINDORAMA - A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS SETE ANÕES, de Roberto Berliner, Lula Queiroga e Leo Crivelare RITA CADILLAC, A LADY DO POVO, de Toni Venturi SÓ POR HOJE, de Roberto Santucci VALSA PARA BRUNO STEIN, de Paulo Nascimento
* médias-metragens CAMINHONEIROS, de Rodrigo Meirelles, Patricia Oriolo e Juarez Malavazzi Jr. ESTAMIRA PARA TODOS E PARA NINGUÉM, de Marcos Prado PROCURANDO JORGE MAUTNER, de Rodrigo Bittencourt
* curtas-metragens BALADA DE UM FILME PORNOGRÁFICO, de Anita da Silveira ELISE, de Fabrício Bittar ELKE, de Julia Rezende ESPETO, de Guilherme Marback e Sara Silveira FLY, de Marcio Salem JURANDO QUE VIU A PERIQUITA, de João Marcos de Almeida LUCRECIA, de Cristiano Burlan O ÚLTIMO QUARTO DE HORA, de Rodrigo Assad RÉQUIEM, de Felipe Duque SILÊNCIO, de Sérgio Borges TRANSE CONFIANTE / CONFRONTANDO A VIDA, de Inês Cardoso URUBUS TÊM ASAS, de Marcos Negrão e André Rangel VERÃO, de Luiz Gustavo Cruz
Escrito por Carlos Reichenbach às 22h20
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